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Daily Echo

Breaking habits

28
Fev18

De volta às origens

Monica Nobre

Já devem ter reparado que ultimamente falo muito de minimalismo. E eu também reparei e gostava de expor aqui alguns pontos, porque vejo muita gente a falar sobre isso, que realmente não aplica, e outras pessoas que gostam mas não percebem porquê. Então decidi, escrever um pouco mais sobre o meu motivo. 

 

Eu fui criada no minimalismo (sabia lá que isto tinha nome). Vivi com o meu avô (podem ver alguns episódios na tag - estórias), que foi pescador e quando a idade começou a pesar demais para ir para o mar, dedicou-se à agricultura. O meu avô era uma pessoa muito simples, muito à terra, não havia 8 nem 80, havia o que ele acreditava e eu fui criada nisso. Nunca tivemos grandes luxos, como passei a ter quando me mudei para a cidade. A casa foi construida pelo meu avô e à medida que tinhamos necessidades, a casa foi sendo alterada. A água vinha de um furo que tinha uma bomba para a puxar e posteriormente, o meu avô fez uma cisterna, que acumulava a água da chuva que usavamos para cozinhar e, quando o verão se tornava insuportável, para a rega. Compravamos pão, carne e peixe e tudo o resto vinha das árvores e da terra. Compravamos roupa quando a antiga se rasgava ou estravaga de outra maneira, e andar a pé ou de bicicleta era o transporte de eleição. A vida era simples. Tinhamos 1 rádio e 1 televisão. E tenho realmente saudades desses tempos. 

Quando mudei para a Lisboa, com 12 anos, senti-me deslocada. Não era aquele o meu mundo. E fiquei fascinada com tudo o que o mundo tinha para oferecer em termos de excessos. Tanta opção de roupa, de brinquedos, de coisas para fazer, o hipermercado era um mundo (em Lagos apenas havia pequenos supermercados, talho, padaria e praça(peixe, frutas e legumes), mas tudo separado)...

Eu nunca fui miuda de gastar em muita coisa mas às vezes sentia que se não tivesse certas coisas e nem tivesse um certo estilo que não me conseguia integrar. E essa foi a pior parte da minha vida. 

 

Quando entrei para a tropa, voltei ao meu estado "natural". As coisas eram simples, utilizava-se qualquer coisa para desenrascar...mas nessa altura eu já era dada a excessos. Achava que ter certas coisas me fazia mais "cool". E as coisas não são bem assim. Com algumas mudanças de casa, comecei a perceber que as coisas que iam ficando para trás, materiais, que não faziam assim tanta falta e voltei com os meus pés à terra. 

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Ultimamente, tenho sentido mais isso. Talvez por querer ter um estilo de vida menos preso às coisas e me fartar de dar voltas à casa e ver sempre as mesmas coisas, no mesmo lugar sem que tenham sido utilizadas há meses... 

 

O armário cápsula veio nesse seguimento. Desfazer-me de coisas que não uso e nunca mais vou usar, que só me confundem na hora de escolher a roupa e só ocupa espaço. Então decidi desprender-me de coisas e começar por casa. 

Comecei pelo armário e já comecei a pensar o que fazer aos livros e assim. Gostava de ficar com eles? Sim. Mas faz realmente falta? Não. Para efeitar? Sim. Vou lê-los outra vez? Talvez não. E estas são algumas questões que penso quando penso em desfazer de algo. 

 

No caso da roupa, decidi aprofundar a coisa. Nunca soube muito bem que "estilo" tinha. E com esta arrumação acabei por encontrar um padrão, nada especifico mas ainda assim, como sempre segui o que me diziam, apesar de não me sentir integrada, decidi fotografar todas as minhas roupas e fazer outfits. Apesar do meu armário ter sido reduzido, por vezes, não faço ideia do que fica bem com quê. E decidi criar algo para me ajudar nessa tarefa e visualizar.

 

Penso que este blog está a seguir essa direção, mas tudo isto é um caminho. O daily echo é isso mesmo: ajustar as nossas vidas para chegar à vida plena que queremos ter. 

 

Então chamamos-lhe minimalismo, podiamos chamar "voltar às origens", podiamos chamar outra coisa. Eu gosto de me sentir bem com o que tenho e é nessa direção que caminho.

Se estás nesse caminho também, conta-me a tua história.

21
Fev18

Mínimo dos mínimos

Monica Nobre

Já olharam em redor e viram que tem mais do que deviam? Que quando pensam no que vos faz falta, tudo o que conseguem nomear são coisas materiais? 

Há dois natais que o meu namorado me pergunta "que queres para o natal" e nunca me ocorre nada. Não há nada que precise e se quiser algo, mesmo que não faça parte das necessidades básicas, como livros ou roupa, compro eu. 

O armário cápsula veio nesse sentido, ter tanto e não usar, ter tanto para nada, só ocupa espaço. Apesar de não vestir metade da roupa que tinha, ainda me fazia confusão de manhã, "é hoje que vou vestir isto?". Eu penso na tecnologia e toda a sua automação que veio poupar tempo para fazermos outras coisas, no entanto, temos estes pequenos detalhes que nos rouba tempo e tira-nos a atenção do que realmente interessa. 

 

O conceito "não ter mais do que se precisa" vem, exatamente, para dar mais ênfase ao que interessa e desde então tem revolucionado várias industrias. Alguns conhecem como o conceito "minimalismo".

 

Já não consigo pensar neste conceito sem ser aquilo que realmente procuro. E faço isso tendo consciência do total de coisas que tenho em casa. Não é só o armário que podemos fazer "cápsula", porque na verdade é um armário minimalista: temos o que usamos. 

 

O mesmo se passa com as restantes divisões da nossa casa e, até, da nossa vida. 3 serviços de loiça e só utilizas 1? porque? Ainda por cima cada serviço tem 12 pratos e são 2 ou 3 pessoas em casa? 

40 tupperwares de dimensões ridiculas e exageradas? E utilizamos só os tamanhos médios? Faz sentido? 

 

"Tenho uma liquidificadora em casa mas normalmente só uso a varinha mágica. Dá muito trabalho a montar, desmontar e limpar." Então qual é o objetivo?

Não sei quanto a vocês, mas a minha casa é pequena. E podia ser muito maior se houvesse menos "tralha". Coisas que estão arrumadas em armários, que não servem para nada. 30 mil canetas e 40 mil porta chaves, perdidos na gaveta do inferno, que fica lá para sempre. 

 

São estas pequenas coisas que nos fazem pensar e acabamos por perceber se temos tudo o que precisamos. 

Estou assim com tudo, e não só com a roupa. 

 

mínimo dos mínimos - daily echo

 

E daí, surge todo um turbilhão de perguntas na nossa cabeça.

 

Livros

Adoro livros. Tenho coleções em livros, das séries que gosto, dos autores que gosto e sempre tive orgulho da minha "pequena biblioteca". Ultimamente, dei por mim a olhar e a perceber que leio, mas depois ficam ali, a pairar para sempre, a ser mais uma coisa a ter de ser limpa, a chatear-me se alguém tira algum e dobra as pontas. Na verdade, para quê? Vou lê-los outra vez? possivelmente. Não vou ler? Também é possível. Vou ter de pensar numa opção para eles.

 

Recuerdos

Pessoal, recuerdos. Recordações, lembranças. Vamos a algum lado e compramos....um íman. Um lápis. Uma camisola. Um recuerdo. Se é só porque sim, porque não tiramos fotos e pomos numa parede? Ou agarramos nesses recuerdos todos e fazemos um quadro fixe? Porque é que depois fica na gaveta do demónio ou no frigorifico, que só as visitas reparam? 

Eu percebo totalmente, também tenho alguns. Mas são as mínimas coisas que fazem a diferença.

 

Tecnologia 

O computador avariou, mas durou 8 anos e vai então ficar aqui porque dei muito dinheiro para agora deitar fora, não lembrando do facto que ele está avariado. Ai, ainda tenho o meu nokia 3310....Pessoas, por favor. 

Eletrões. Aproveitar os discos do computador avariado e comprem uma caixa externa e usem como disco externo. Se tiverem habilidade, de 2 façam 1. Tirem isso de casa, a sério. Que prazer dá, ou que utilidade tem um computador/tablet/telemóvel morto??

 

 

Aproveitar a vida

Não precisam de seguir modas, ter 30 mil cremes, 40 mil roupas, se depois não vivem e ficam presos ao que tem. Cada pessoa tem coisas que são importantes para elas, e se fizerem a vossa lista, 20% são objetos. Aproveitem a vida, mantenham o que vos faz feliz e vivam ao máximo.

 

No seguimento disto, lembrei-me de uma autora japonesa (não sei o nome mas vou procurar e alterar aqui) que o método de arrumação dela é agarrar as coisas nas mãos e perguntar: "isto faz-me feliz?". A tudo. Fios, canetas, roupa, loiça... E descartar tudo o que não nos faz bem. Que nos deixa tristes, que nos traz recordações que nos deixa melancólicos...

É um bom método para começar. 

Já experimentaram algo deste género?

 

04
Fev18

Armário cápsula

Monica Nobre

Já aqui tinha falado de armário cápsula mas nunca vos tinha mostrado/contado, como se faz.

Ontem deu-me uma travadinha (este fim de semana foi cheio de travadinhas) e decidi minimizar o meu armário. E à medida que pus fora do armário tudo o que tinha, acabei por perceber o que realmente visto, o que não visto e comecei este meu desafio, que na verdade é mais fácil do que parece.

Vou dizer-vos como fiz o meu armário cápsula (na verdade, continua enorme), mas antes vou dizer-vos o porquê.

 

Não é apenas uma moda, uma trend, uma "pancada". É um estilo de vida. Estilo esse que ando a tentar adotar há algum tempo: ter menos e viver mais. 

Isto faz parte do "não ter coisas desnecessárias" e "não gastar dinheiro só porque sim". Vivemos na época do consumismo e apercebi-me que estava dentro disso quando vestia uma farda e continuava a comprar roupa que não usava - e que dei com algumas peças ainda com etiqueta.

Eu nunca tive um estilo (de moda) certo. Gostava e comprava e dei com coisas no meu armário ainda com etiqueta, porque comprei e afinal percebi que não se adequava ao que tinha, ou foi ficando ali parado até não gostar mais, nem me rever naquela peça. 

Uma coisa que percebi é que não são as coisas que nos fazem felizes. E comecei a destralhar a minha vida de todas as formas. Quando vi o conceito do armário cápsula, para mim fazia todo o sentido mas eu ainda não sabia que estilo de roupa gostava ou que cores usava mais ou até o que tinha. Depois de por essa ideia na cabeça durante algum tempo, de ver algumas pessoas a fazê-lo, aprender algumas dicas, decidi por as mãos à obra (ontem, portanto).


O meu objetivo é não comprar mais, ou se comprar, comprar com consciência e necessidade. Depois de toda a seleção fiquei com imensa roupa ainda e se comprar será porque aquela peça vai substituir outra. Já parei de comprar há algum tempo, as coisas que comprei recentemente foi porque precisavam de ser substituidas (como roupa interior e algumas camisolas), ou como no natal recebi roupa e fui trocar pelos cartões oferta, fiz alguma seleção para perceber o que posso comprar com esses cartões (a validade é de 3 anos, por isso tranquilo!).

Então... 

 

Selecionar o que usamos

A primeira coisa que fiz foi separar a roupa de verão e de inverno. Apesar de usar muita coisa de verão, no inverno, não uso a de inverno no verão (tirando casacos) mas acabei por separar a roupa de inverno por:
Camisolas grossas
Camisolas de malha
Vestidos de inverno
Casacos de inverno
Camisolas mais fininhas (incluí nas de inverno)

E as roupas de verão em:

Tshirts
Tops
Vestidos de alças

 

Eu prefiro ter camadas, a ter roupa mais pesada, por isso se vier neve não estou preparada (tenho um edredão!) então uso T-shirts até de inverno, mesmo que com 1 casaco mais fino e o casacão por cima.

Cada um faz o seu armário conforme essas próprias manias, não existem regras, a não ser usar tudo o que está no armário.

 

Separar por cores

Por cada estação, arrumei a roupa por cores. E fiquei surpreendida com o resultado. Achava que não usava vermelhos e afinal é uma das cores mais abundantes do meu armário. Pensava que era uma pessoa de verdes mas afinal, só de inverno. Acabei por perceber os estilos e o que realmente gosto. 

Depois de ter tudo separado por cores, decidi retirar de cada cor, o que não usava há mais de 1 ano ou que nunca usei mesmo. 

E acabei com essa palete de cores de inverno:

Armário-capsula-dailyecho-inverno

 

E esta de verão:

armário-capsula-dailyecho-verão 

 

Tudo o que sei que não uso há muito tempo, foi dado. E neste momento, percebi que algumas coisas costumam ficar porque foi a avó que deu/ o namorado/ a prima/ a tia... Mas se não usamos qual é o objetivo de manter aquilo ali?

 

Calças

Roupa que também já está a ficar gasta, também dei. Quanto às calças, apenas sairam umas que não me servem mais. Tenho calças coloridas (azuis escuras, verde seco e rosa) que dão com a maioria das cores que tenho e depois tenho as clássicas de ganga escura que também dão. Por isso, não houve seleção nas calças. Futuramente, irei tentar não ter tanta dispersão de cores e materiais mais diversificados.

 

Vestidos/saias

Juntamente com a roupa que não uso, retirei vestidos. Mas eu sempre fui meio maria-rapaz, por isso nunca comprei vestidos ou saias que não usasse mesmo. Os que ficaram são os que uso mesmo, e são de cores básicas como azul escuro ou preto. As saias ficaram as "boas", as mais usadas e que não uso, tiveram seleção também. 

 

Não sei o que calçar

Sempre tive este problema, "não sei o que calçar". Enquanto toda a população feminina luta com o "não tenho o que vestir no meu armário". Eu gosto de andar confortável e os sapatos que sempre gostei sempre me magoavam ou eram incomodos ou depois não gostava de ver a combinação roupa que vestia/calçado, então voltava sempre aos meus fiéis ténis. Devo ter 30.000 pares (ehh exagero!) de ténis, de variadas espécies. E posso dizer-vos que não uso todos. O próximo passo é fazer uma seleção do calçado também, agora que "já sei o que vestir".

 

 

Mas calma, isto não acaba aqui. nas minhas prateleiras, agora arrumadas por cores, há um espaço propositado para colocar as camisolas que vou vestindo. As que volto a arrumar, vão para esse espaço, para eu perceber se as que escolhi como "as que uso", se realmente as uso. E a partir daí tenho a certeza que vou rentabilizar mais o dinheiro e o espaço - Não queiram acreditar a quantidade de espaço que o meu armário tem agora.

 

Vão aderir? Tem mais dicas? Chutem ideias.

31
Jan18

Up To Date

Monica Nobre

Bom ano minha gente.

 

Ausência...ai a minha ausência. 
Falhei o post do chapters & scenes que me ia dar gosto fazer, entre exames e dias festivos e má gestão de tempo da minha parte, atrasei tudo, mas... me aguardem que, apesar de já ter passado esse post, darei o prazer de vos contar qual seria o tema.

 

Comecei a mudar algumas coisas na minha vida: vender coisas, cuidar do meu armário (tentativa minimalista), da minha saúde, treino e... mudar de vida. Pois é...quem está mal muda-se! 

Dei por mim a desejar que fosse sexta-feira a uma...quarta-feira! Como é que isto pode acontecer? Quando estava na Força Aérea, só me preocupava se tinha o despertador posto. Cheguei a transitar 20 dias de férias de um ano para o outro, porque não precisava de férias. Eu gostava do que fazia e as folgas chegavam perfeitamente para repor energias, e agora... desejo a sexta-feira com tanta força... Isto para mim é impensável. Eu gosto do que faço, quando estou a fazer, adoro, mas até chegar ao escritório sofro como um miudo que chora porque não quer ir para a escola. 
Olhem, pus-me a pensar e acho que isso não devia acontecer. Tenho saudades do que fazia, do método, da lei, da minha farda, do orgulho das minhas asas ao peito...Então, decidi voltar!

Reparei que já não tenho muitas oportunidades, mas uma que surgiu, atirei-me de cabeça. Pois é... estou a meio de um concurso público para voltar para o setor da segurança nacional e tudo isso trouxe-me uma carga extra em cima. Estudar para os exames do mestrado, estudar para as provas escritas desse concurso, treinar para os testes fisicos, fazer a tese, trabalhar, cuidar de mim, cuidar da casa, ter tempo para coisas extras... Não está fácil, mas acho que já entrei nos eixos. E venho aqui prometer-vos que vou tentar não vos falhar mais.

 

Entre mil e uma coisa que tenho para fazer, decidi experimentar a meditação. Alguém por aí que também o faça? Encontrei uma app chamada Aura e todas as manhãs, tomo o pequeno almoço de phones nos ouvidos. Ainda não encontrei muito bem a concentração mas hei-de lá chegar.

 

Entretanto, numa consulta, descobrimos (o médico e eu, nada de novo) que tenho o metabolismo acelerado. Podem esperar um post sobre isso e como afeta a minha vida e as alterações que tenho estado a impor para que algumas coisas se ajustem.

 

A quem me enviou mensagem pelo insta, agradeço a preocupação. E adoro-vos por isso. Aguardem os próximos episódios.

19
Dez17

12 dicas de organização

Monica Nobre

Existem pessoas que tem a habilidade de organizar a própria vida de uma maneira tão... organizada, e tão controlada que faz inveja. Mas nós, comuns mortais, arrumamos alguma coisa, fica como queremos e... dura 3 dias! Depois torna-se a confusão que acabamos de arrumar. E andamos neste ciclo vicioso até o final das nossas vidas. 
Mas vou dar-vos 12 dicas de organização, incluindo o meu ponto de vista como funciona para mim, e como podem utilizar no geral.

 

15 minutos

Gerir o nosso tempo pela urgência acaba por ser uma opção viável. 15 minutos para arrumar/organizar o mais urgente é um bom começo. Podem adiantar emails, organizar a roupa, limpar o máximo da casa possível... 

Após o mais urgente estar atrás das costas (ou apenas o que estava a ser chato durante semanas) acaba por deixar dar prioridade a coisas menos urgentes mas igualmente necessárias.

 

Gestão de dinheiro

A gestão do dinheiro é, muitas vezes, um problema. A quem seja realmente preguiçoso e confuso na própria organização pode procurar um programa/app que ajude nessa organização. 
Eu sou meio preguiçosa e meio descontrolada. Como tenho uma conta poupança, faço conta a contas da casa e faculdade. Normalmente não mexo no dinheiro, ou compro outras coisas que precise após essas contas serem pagas e sairem da minha conta. Como tenho um cartão de refeição da empresa, pago as compras/almoços/jantares com esse dinheiro e na conta corrente fica apenas o dinheiro que já estimei para combustivel do mês. O restante passa para a conta poupança. Estico mesmo até ao final do mês, sem contar com esse dinheiro que foi para a poupança. 
Para mim funciona, porque há algum tempo que evito ter despesas extras. Faço análises anuais, 6 em 6meses dentista - pelo menos em coisas de saúde tento controlar o máximo que posso. Despesas pontuais como seguro do carro, estão sempre salvaguardados. Posso dizer que vivo no limite quanto a dinheiro, porque realmente sei que posso gastar em coisas desnecessárias e não preciso.

Listas

Listas, listas, listas: para fazer, para ler, para comprar, para guardar... tudo o que é necessário para ter tudo em ordem. Eu uso o evernote para salvar a minha vida. Organizo trabalho, escola e coisas pessoais por notebooks e mantenho tudo sincronizado entre aparelhos. Quem diz o evernote, diz outra ferramenta de organização que se adaptem.

 

Palavras passe

Posso dizer que todo o tempo junto, que já passei a tentar lembrar-me de palavras passe, devem ter sido uns 3 meses!
Há formas de mater de manter palavras passe num lugar seguro. Existem apps, podem guardar no browser, podem guardar num bloco de notas...

Quando vocês pensam: já criar é um problema! Sim, também... 1 letra grande, 1 pequena, 1 numero, 1 caractér especial, 1 dança da chuva e 1 sacrificío! Eu escolho frases, nomes de musicas ou misturas de coisas e guardo numa página do evernote. Sim, mas está bloqueado por palavra passe (que essa eu sei de cor)! Podem arranjar um estrategema qualquer para isso. 

 

Informações familiares

O bom do evernote (ainda não me cansei de fazer publicidade) é que partilho notas com outras pessoas. E a informação da familia vai lá - nº de telefones, moradas, (quando estão no hospital em que hospital, serviço e piso), listas de compras, coisas para arranjar em casa...

Aquela pergunta "falamos disto, o que era para fazer mesmo?", quase que acabou. Agora é "atualizaste?"

 

Backups

Temos tudo informatizado. Documentos, videos, fotografias... e quando nos esquecemos ou não temos tempo de  "passar para o disco" e acontece algo e puff...ficamos sem nada. 
Existem programas de backups. Agora cada email tem uma cloud associada. Não percam as coisas por falta de tempo. Usem os 15 minutos.

 

Guarda roupa

Chuva, ele está a trabalhar = arrumar sossegada. 
O guarda roupa faz parte dessa rotina sozinha. Não consigo que ele arrume roupa como deve ser. E pronto, não é uma habilidade do moço e não tenho paciência para fazer sempre. Então é uma tarefa para fazer quando "noone is around". Os 15 minutos podem servir para isso. Há alturas que se torna, realmente, uma urgência.

 

Rigor

Vamos ser rigorosos com o nosso local de trabalho em casa. Sim, mesmo que seja só para ver uns emails, toda a gente acaba por pôr a secretaria uma confusão com papéis e contas e coisas. Então vamos lá arrumar isso para podermos trabalhar/estudar/fazer contas mais sossegado. Um caixote para os papéis sempre por perto, pastas, copo para canetas... vamos dar prioridade à arrumação. 

 

Farmácia caseira

Quem aqui sabe que medicamentos tem em casa e que validade tem? Só mudamos/atualizamos quando precisamos mas não precisa de ser assim. A nossa "caixa farmácia" precisa de estar atualizada e temos de ter em conta que, se não precisarmos melhor, mas se precisarmos, está tudo em dia. 

Roupa

Todos os fins de semana faço no minimo uma máquina de roupa. Mas quando não chega preciso de por mais mas essa rotina não pode escapar, senão as coisas acumulam e não há solução.
Tenho vários "shortcuts" para cuidar/arrumar roupa.

Não passo a ferro, encontrei uma senhora que o faz por um preço que compensa e para além de me poupar tempo, ajudo a ela com o dinheiro.
Lençois arrumo dentro da respetiva fronha, com a outra lá dentro. Assim quando os tiro não vem tudo atrás tipo avalanche. 

Roupas de cama, toalhas, panos e esse tipo de roupa, quando não estão bons, dou a alguém. A minha vizinha faz mantas com "farrapos" que depois dá a associações então é um bom fim. Assim como loiça lascada ou quando quando não quero mais "aquela terrina, pratos ou copos". Há pessoas que apreciam e precisam mais das coisas. Nós conseguimos viver com o essencial.

 

Pastas, pastas, pastas

Voltamos aos computadores. 
Os ambiente de trabalho sobrecarregados deixam os pc lentos. E não há qualquer obrigatoriedade de fazer as coisas de uma vez. Mas divisão de tarefas também é uma boa maneira de organizar. 

Passar um dia inteiro a organizar seja o que for também cansa. Dividir o tempo por pequenas tarefas é melhor e mais rentável.

 

Viagens

Viagens é apenas um exemplo. Mas deixar a mala para fazer à ultima da hora nunca deu bom resultado. Assim como estudar (coff!), fazer o almoço do dia seguinte para o trabalho. Vão fazendo planos que consigam ajustar e cumprir, mesmo que não consigam fazer nesse dia.
Ao fim de semana faço comida para, no minimo, 3 dias. Entre meio, vou fazendo outro tipo de refeições para não comer sempre o mesmo...

 

Caso tenham também alguma sugestão para mim, agradeço :) 
Como funcionam vocês?

 

 

24
Out17

Inspiração

Monica Nobre

Já se viram a mudar completamente de vida, não interessa o porquê, e sentirem falta do que ficou para trás?

Já olharam tão para trás e viram que se tivessem ficado onde estavam, não tinham conseguido estar aqui agora?

Já sentiram necessidade de renovar a vossa vida, começar de novo, para terem "aquele feeling" novamente?

Sabem o que vos faz feliz?

 

Decidi dar-vos um pouco de inspiração.Todas as mudanças são inspiradas em necessidades e, normalmente, em mudar do negativo para o positivo. O que é bom. Mas e se estiver tudo no positivo e decidimos mudar? Tudo bem. Não precisam de seguir ditados e só mudarem se algo estiver mal. Porque quando já está mal é sinal que já passou do limite. Naturalmente, aí a mudança vai saber-nos a mais que uma vitória, mas e se renovarmos o que está ainda bom? 

Gostava de vos dar alguns conselhos, que funcionam para mim.

 

Me, myself and I

Eu conheço-me. Como ninguém. E eu penso que se alguém me conhecer melhor que eu própria, significa que algo está mal. Aprendi a superar alguns complexos e a gostar de mim. Gosto de estar sozinha com os meus pensamentos e isso não me assusta. 

Eu não acredito que as pessoas mudem mas sim que nos descobrimos e nos adaptamos. E ao longo destes anos, aprendi que vou viver muito tempo comigo e aprendi a gostar de mim, a superar os medos, a organizar-me mentalmente para que ande bem e viva bem. Acho que isso é o mais importante. Se começamos a desleixar-nos conosco, o resto do nosso mundo, segue.

 

Gostava de estar noutro sitio

Dei por mim no outro dia a pensar que não quero estar aqui. Que posso bem estar a meio da minha vida e que quero fazer tanta coisa. Mas também olho para trás e já fiz a maioria das coisas que estavam na minha lista e isso deixa-me mais calma. Então decidi fazer um plano de 2 anos. Passa num instante, por isso é planear e atuar. Alguns pontos são:
- Onde e como quero estar daqui a 2 anos.
- Que etapas são necessárias para que isso aconteça e o que posso fazer para realmente acontecer.
- Como vou fazer.
- Planear imprevistos previstos.
- Ajustar caso algum imprevisto mais grave aconteça.
- Fazer. Não sair do caminho.

Acho que já é um compromisso enorme (2 anos) e temos de estar preparados para isso. Já tenho tudo mentalmente pensado mas vou apontar tudo e no próximo post, digo-vos tudinho.

 

O que tenho hoje não quero amanhã

Sempre fui ruim na minha gestão de tempo. Na minha organização. Sou preguiçosa! Vamos falar a sério: Sou buéééé preguiçosa. E sei e tenho consciência disso e às vezes cedo. Cedo demasiado! Mas isso tem de mudar. Porque tenho coisas para fazer e o tempo passa. Nisto tudo descobrimos que a culpa é sempre do tempo. 

Sei que tenho coisas a melhorar e sei como melhorar mas tenho preguiça. Então vou entrar na linha, fazer uma lista e manter-me. Se me virem a desviar, tem a minha autorização para me ralharem. Aqui vai:
- Ajustar a minha alimentação (já a mudei, só preciso de alguns ajustes. Como organizar nos almoços para levar e snacks melhores em vez de bolachas).
- Continuar a treinar. Seja às 6h ou às 22h. (nota: deixar de ser engraçada. Às 6h, LOL).
- Fazer um timeline para os trabalhos da faculdade, estou a perder-me nos dias e a ficar no deadline (como sempre).
- Ajustar prioridades. (Neste momento, tese. Depois, logo se dorme.)

 

Conforme o plano de 2 anos podemos ajustar as prioridades por tempo também. "Daqui a 6 meses uma viagem. Plano para agora: dormir às 19h para não gastar luz e também é menos 1 refeição e assim já dá para ir de viagem", por exemplo. (vão também reparar que os meus exemplos são parvos e exagerados, mas é para perceberem a coisa).

 

Ver inspiração nas pequenas coisas

Por mais que haja planos, a vida é deixar-nos ir. Eu estava a brincar quando ao dormir depois. Mas a verdade é que ando super atarefada com a faculdade. Mas aproveito os dias que tenho aulas para depois tirar 1hora e lanchar com as miudas, e aproveito sempre 1hora depois de jantar para ler ou ver um episódio de há 3 temporadas atrás. 

Apesar de querer que seja eu a controlar a minha vida, há coisas que realmente temos de deixar e dizer "hoje vou fazer isto!", porque me apetece. Não há razão para deixar de fazer as coisas que mais se gosta. Nenhuma. E eu ralho quanto ao tempo mas fazemos do tempo o que quisermos. Já temos a noção dele. Lá está...preguiça.

 

Inspiração também vem de amores

Há alturas em que lavamos a vista e pensamos "se não fosse eu casada e mãe de filhos". Sim, acontece a toda a gente. E faz-nos bem ao ego, à saúde, sorrimos feitas parvas e coiso e no final, ou fazemos alguma coisa ou deixamos a coisa e voltamos ao mundo.

Na minha opinião, as coisas não precisam de ser de extremos. Aproveitem as pessoas que vos fazem sentir bem, a companhia, os conselhos, as risadas... Pessoas vão e vem. E se se conhecem muito bem, sabem onde é o limite. Não quer dizer que vá descontroladamente acontecer alguma coisa.

 

Eu queria dar mais do que os conselhos que eu sigo. E, no mesmo seguimento, isto veio de um comentário de uma amiga que me disse que me dava tão bem com os rapazes que era estranho.

Pois bem, primeiro não tenho que me desculpar. Gosto de entrar nas brincadeiras deles, porque sou tão criança quanto eles (nas vezes que tenho paciência). Em segundo, sempre trabalhei mais com homens do que com mulheres. No meu trabalho anterior éramos 20 em que apenas eu e outra, éramos raparigas. O que acontece é que nós as miudas, tornamo-nos amiguissimas e eles são a nossa trupe. Tal como está a acontecer neste meu "novo" trabalho. E terceiro, o meu homem sabe o que tem nas mãos. Coitado, brincava comigo mas custou-lhe agarrar-me e levar-me debaixo do braço (ele faz esta piada). Ele é o meu mais que tudo mas há alturas em que aparecem pessoas que também me arrancam sorrisos quando não me apetece. E isso é completamente normal. 

Se também tem alguém assim, aproveitem. Torna-se uma amizade espetacular, porque acima de tudo, apreciam a companhia dessa pessoa. Por isso, sim... amores de vários tipos ajudam a ter inspiração e a motivar-nos.

 

Hobbies, coisas que gostamos de fazer e coisas que nos inspiram

Tenham hobbies! "Mas oh filha, tenho lá tempo pra isso!". Têm! Tem de ter. Tem de ter algo que façam e que não se fartem e que seja o vosso escape para o mundo. Porque a rotina torna o cérebro monótono e preguiçoso e precisamos de outras coisas para nos inspirar. 

Eu gosto de desenhar, de ler, de fotografia e de decoração. Gosto de fazer coisas tipo bricolage, DIY e coisas assim. A minha maneira de relaxar é editar fotografias ou ver coisas de decoração para encher os meus boards do pinterest. Tenho uns patins que ando de ano a ano... mas ando! 

Façam coisas diferentes mas dentro da vossa "normalidade". Não têm nem querem dispender tempo e dinheiro numa coisa diferente? Substituam algo que já façam por algo diferente, às vezes nem precisa de ser caro. Quando o tempo está bom, deixo o carro em casa e vou de comboio. Assim posso ler ou ouvir música e observar (o tipo mirone do transporte publico). 

Agarrem na vossa metade da laranja, limão ou naquela amiga que só se falam por whatsapp e vão dormir fora. Uma noite! Ponham a conversa em dia e jantam e saem da "normalidade". 

Existem muitas maneiras de fazer diferente nas nossas vidas. Aproveitem tudo e todos e encontrem o que vos faz feliz. 

 

(p.s. - isso também inclui desligar o telemóvel durante as refeições ou abolir televisão do quarto.) 

Sejam criativos e contem-me tudo!

 

 

15
Out17

Eu acredito

Monica Nobre

Vou dar uma de Martin Luther King. Be aware.

 

I have a dream.

 

Eu acredito que conseguimos mudar o mundo. Mudar para que seja mais sustentável, mais limpo, mais justo e que as pessoas se juntem umas pelas outras sem racismos ou julgamentos. Acredito que conseguimos mudar, mas também acredito que as pessoas não queiram mudar. 

Já conheci histórias de pessoas que estavam em situações que bastava um passo em frente e a coragem de dizer "basta!" e nada fizeram. Sabiam que a vida estava má, que não era aquilo que queriam mas não mudaram. Porquê? Medo da mudança? Medo de represálias? Medo do desconhecido? Não sei bem.

Eu nem sempre fui corajosa. Quando era mais pequena tinha medo da dor. Tinha medo de dizer coisas que não fosse o que as pessoas queriam ouvir. Tinha medo que me agredissem. Tinha medo do escuro quando estava sozinha. O que mudou?

 

Na verdade não sei bem. Mas sei que superei o medo da dor, durante a recruta. Descobri que se respirar fundo e me concentrar na dor que ela não é tão intensa. Descobri que o meu corpo aguenta mais do que algum limite que já o levei. Descobri que posso mudar drasticamente a minha vida e não ir para pior. Descobri que gosto de conclusões e de provas fundamentadas, não acredito só porque toda a gente acredita, não sigo porque é moda.

 

Não acredito em metade das pessoas mas ainda acredito nelas. Confuso?

 

Acho que chegamos a um certo ponto da vida e ativamos o nosso "achómetro". 

"Acho que devia ter feito isto." 

"Acho que devia ter dito algo."

"Acho que devia ter ido (ou ficado)."

Mas nem sempre tomamos as decisões baseadas em algo palpável ou tangível. Mas devemos conhecermo-nos melhor que ninguém e saber quais são os nossos limites, medos, receios e saber que podemos ultrapassar isso e encontrar maneiras para o fazer.

 

Sei que o psicológico tem um poder enorme sobre nós e muitas vezes influenciado pelo social. Mas quem muda isso ou simplesmente não se deixa levar, o que faz essa mudança?

Sei que é um assunto sensivel, cada um é como é, mas por vezes não consigo entender certas reações.

 

Vida saudável alimentar

Toda a gente tem a noção das suas escolhas alimentares. Nem que seja a olhar para análises clinicas ou simplesmente a olhar para o prato do lado. A mudança é complicada e se for extrema, pode até causar problemas. Mas se não estivermos bem, porque não mudar?

O que faz as pessoas dizer "eu devia comer mais verduras" ou "eu sei que devia beber mais água" e não ajustam para mudar? Pelo meu entendimento (que pode estar certo ou errado) é a comodidade. "Sempre comprei isto e fiz estas comidas e nem sei onde nem como posso comprar outro tipo de comida nem como fazê-la." ou "Nem estou para me chatear, para a semana vejo isso."

 

 

Vida saudável psicológica

Tenho pessoas chegadas que sofrem de algo que não chega a ser depressão (ou talvez chega a ser algum tipo)  mas também não é comodidade. Elas ficam tristes e levam uma vida super sedentária e isolada e se alguém intervém dizem apenas "tens razão, devia começar a fazer isso". O que ainda não percebi é quão fundo uma pessoa tem de ir para perceber que a vida que levam tem de mudar para elas próprias se sentirem bem. 

Qual é o limite para entenderem? Um internamento? Um susto? Um puxão de alguém que não quer ouvir "não" e obriga a pessoa a fazer coisas diferentes até perceber que tinham razão? Ou simplesmente não se importam com o estilo depressivo que vivem, é a maneira delas?

 

Vida saudável social

Dou por mim a dizer ao patrão (o meu namorado) que não quero ver tv ou estar na internet e quero sair, andar de patins ou fazer uma caminhada num trilho ou almoçar na praia. E não quero registar isso. Quero aproveitar, desligar o wifi, silenciar o smartphone, por vezes até desligá-lo por completo e aproveitar. Respirar fundo, conversar, rir e olhar as pessoas que estejam em volta. 

E olho as pessoas e vejo selfies, publicações, smartphones, boomerangs...e nada de socializarem naturalmente, sem messenger nem chats.

Eu nasci numa época que não havia computadores. Os trabalhos faziam-se à mão, escritos ou para avisar que ia brincar com a amiga tinha de ir a casa. Tive o meu primeiro telemóvel aos 14. E porque a minha madrasta insistia que tinha de estar comunicável. Lembro-me de nunca usar aquilo. Quando nessa altura toda a gente começava a ter computador, eu fazia trabalhos na biblioteca porque era caro comprar um e não achava que servisse para muito. Nunca tive um pc de secretária, com aquele monitor gigante e torre debaixo da secretária. Comprei o meu primeiro portátil, tinha 19 anos, com o meu dinheiro. Hoje sou mais digital que tradicional, maioritariamente porque trabalho nisso mas dei por mim a reduzir o numero de redes sociais que tenho no smartphone.

Estamos a perder o verdadeiro valor da comunicação.

Então Mónica, tens smartphone? Andas ai a pregar aos peixes para nada. Ainda por cima estás aqui a escrever na internet (dizem vocês) Pois é... posso dizer que faço a maior parte das coisas online. Tenho redes sociais como toda a gente. Mas tenho redes que só uso no trabalho, onde consulto as minhas coisas e as dos projetos que estou. E tenho a completa noção que se ficasse sem smartphone 1 dia que ia sentir falta. Mas estou a tentar ser menos dependente quanto a coisas banais como isso.

 

Decidi escrever este post com base no propósito em que este blog foi construido: breaking habits. Mudar hábitos, reconhecer e mudar o que não está bem. 

Estou a passar pela minha própria mudança. Seja em que campo for. Tenho completa noção de quem sou e do que sou capaz. Tenho noção de quando exagero e preciso de pedir desculpa, de quando um assunto não me interessa e mostro o meu descontentamento, porque acho que devemo-nos conhecer bem e ser sinceros. Acredito num mundo em que todas as pessoas se aceitam como são e aceitam os outros. Acredito num dia em que não nos apetece ouvir ninguém e dizemos isso sem ter "medo" de magoar a pessoa. Que dizemos o que nos vai na alma e mesmo que não concordem, haja uma conversa civica e honesta sobre isso. Quando alguém age mal que tenham a coragem de dizer "não gostei do que fizeste porque..." e que haja compreensão dos dois lados.

Estou à espera de um mundo em que duas amigas tem este diálogo:

- Estou com outra pessoa.

- Ok.

- Não me vais dar na cabeça porque ainda agora sai de uma relação, e em 2 meses, já moro com outro?

- Estás feliz?

- Sim.

- Ok. É o que interessa. Aproveita isso.

- E se não funcionar desta vez também?

- Enquanto estiveres bem, funciona. Quando não funcionar, diz e vamos comer um gelado.

 

Imagino um mundo assim. 

 

(Já tive esta conversa. Sim, eu sou a pessoa que se está a barimbar para a vida dos outros.)

 

 

14
Out17

tic tac

Monica Nobre

De certeza que já deste por ti a pensar "queria ter feito tanta coisa hoje e nem metade consegui" ou "o dia passa tão rápido que não tive tempo para nada".

Gabamos sempre a agilidade que outros tem de fazer as coisas e nem reparamos que podemos otimizar o nosso tempo. Organização é a chave para qualquer boa gestão do tempo. Não só nos obriga a ter limites como nos é imposto que façamos as coisas no timing certo.

Nem sempre é fácil bem sei. Há dias preguiçosos, há dias sem paciência e há aqueles dias que somos folhas atiradas ao ar e a dizer "f*ck this shit". Mas existem pequenos aspetos que nos permitem viver melhor, organizar-nos melhor e mesmo que não seja sempre, sabemos que é sempre possivel. Deixo-vos aqui alguns truques:

Deitar cedo e cedo erquer

Está bem, está - dizem vocês. Pois eu adaptei a minha vida para me deitar cedo. Nem sempre é possivel, é certo mas sei o que tenho de fazer quando é necessário. Não consigo funcionar bem se não dormir certas horas, sinto-me cansada e que o dia nunca mais passa. A história do "no fim de semana" descanso para mim não funciona. Basta deitar 15 a 20 minutos todos os dias e parece que já dormimos imenso.

Organizar a casa

"Oh sim, tenho mesmo tempo para limpar a casa todo o santo fim de semana". Pois, nem eu. Mas ver as coisas semi feitas já é meio caminho andado para andarmos mais aliviadas e parece que temos mais tempo disponível para outras coisas. Lavar a loiça logo a seguir às refeições, deixar a casa de banho limpa depois de usar, dobrar a roupa depois de a usar, mesmo que não se arrume logo, mas evitar aquelas pilhas enormes até ao fim de semana, são pequenas coisas que fazem a diferença quando chega a altura das limpezas.

Planear

Escreve. Aponta. Rabisca. Sei lá, usa o método que funcionará contigo mas deixa em algum lugar apontado o que tens para fazer. Eu usava o evernote para tudo. Entretanto percebi que havia coisas que me esquecia de lá ir, ou não sabia qual o notebook, ou qual a tag. Então decidi organizá-lo para a faculdade, apontei que tags faziam sentigo, que notebooks precisava e tenho tudo organizado. Nos anos, a minha madrasta ofereceu-me uma agenda em papel. Olhei e pensei "yah!". Mas tenho a dizer-vos que o que tenho para fazer numa base diária escrevo lá e funciona. E estou, surpreendentemente, mega organizada.

Dividir o dia

Sei que muitas pessoas não tem a sorte de ter flexibilidade ou isenção de horários. Eu tenho flexibilidade de entrada e saída porque trabalho com projetos, então conforme o que seja preciso fazer posso estar mais ou menos tempo alocada a uma projeto. Como não sou obrigada a chegar às 9h e a sair às 17h (é sempre mais), faço o meu dia. Se tiver reuniões faço a gestão em torno disso, ou das aulas, ou de algum compromisso mais importante. Tirando isso, tento sempre ir mais cedo para evitar o trânsito, tratar de tudo e sair mais cedo quando tiver tudo despachado. Para quem não tem essa vantagem ou sente que precisa de horas e obrigações para ser produtivo, também pode ajustar isso.

Relax

Não esperes pelas férias para descansar. se possível, uma vez por semana, saí mais cedo. de 2 em 2 semanas vai jantar fora a algum lado ou se tiveres varanda aproveita isso. Prepara no dia anterior o jantar do dia seguinte, demora menos tempo e tira um tempo para por aquela série em dia, ler um livro ou tomar um banho mais longo.

Espero que tentem organizar tudo para que nada vos escape e tenham a mente mais calma. O stress é um dos principais fatores de algumas doenças.

 

Vou dar-vos aqui o meu exemplo do meu dia mais atarefado, neste momento, a quinta-feira:

Na quarta feira tento deitar-me mais cedo. Mas nada é certo. Mas tento. Levanto-me às 7h15 e como tenho sempre o almoço para levar preparado no dia anterior, espero sempre sair por volta das 7h50 que acontece na maioria das vezes. Vou para Lisboa mas pela autoestrada. Pago portagem mas chego ao escritório em meia hora o que rentabiliza imenso o meu tempo, sem que pense que não valia a pena levantar-me muito cedo. Como tenho aulas às 19h, levo sempre algo mais para comer, para além do almoço. Odeio andar carregada com 300 000 coisas mas como vou de carro, aproveito isso e levo roupa mais quente e ténis para mudar antes de ir para as aulas.

O meu escritório fica a 20min da minha faculdade, já a contar com tempo de arranjar estacionamento, por isso, posso adiantar sempre mais trabalho, quase até à ultima. Saiu às 22h40 das aulas e sigo para casa, tipo zombie mas, como já fiz horas a mais no dia anterior, na sexta feira, só me levanto às 8h.

 

Vocês são organizados? Tem algum método que seja infalivel na vossa gestão de tempo?? Contem-me coisas :)

14
Set17

Destralhar a rotina

Monica Nobre

Nem toda a mudança tem a ver com algo que está errado. Basta que haja algo a melhorar, que nos faça sentir melhores ou que achamos que devíamos fazer.
Eu sempre vivi conforme o que tinha e que me fazia sentir bem. Ainda hoje é esse o meu lema. Mas há coisas que precisei de mudar, depois de algumas etapas, as rotinas.

Sendo militar, sempre tive horas para tudo desde do primeiro dia. Para levantar, vestir, comer, fazer exercício, deitar. E foi a melhor fase da minha vida mas a minha rotina mudou, mais que uma vez e tentei adaptar ao que tinha.

Enquanto estava no ativo, nunca achei necessidade de me impor a mim própria. Tinha horas para cumprir e o meu tempo livre, que era curto, tinha de ser maximizado. Então quando voltei a terras civis, tudo desabou. Não tinha horas certas para comer, tanto ficava acordada até muito tarde como estava tão cansada e dormia cedo, e comecei a entrar num sitio que não quero mais voltar: a desrotina da preguiça. Vamos chamar-lhe assim.

Eu sou das melhores pessoas para a preguiça se instalar: ela em mim vive feliz e alegre. Esta é a história, não de como mudei mas como me inovo, combato e melhoro, de como me obrigo a fazer as coisas, a criar hábitos e a mudar os que já cá estão. Acompanham-me?

Vamos começar por criar tempo. Parece impossível? Sim, claro. Mas uma das minhas frases preferidas é: “Veni, Vidi, Vici”, de Julio César. Eu vi, vim e venci. E é assim que se constroem impérios.

Como é que se cria tempo? Então o dia não tem apenas 24horas? Pois tem mas pode ser otimizado para parecer a ter mais. Umas das questões mais importantes é a organização.

Eu sou desorganizada. Bastante e até demais. Não em termos de bagunça mas em termos do que vou fazer e do que tenho para fazer. Levo tempo para arrancar e custa-me a parar para fazer outras coisas e essa sempre foi uma caracteristica que sabia que tinha mas aprendi a lidar com isso.

Como? Estrutura.

Tal como construir uma casa temos de pensar na estrutura, o que sustenta. Qual a melhor coisa para estruturar o que vamos fazer? Todos as noites eu penso no que tenho para fazer no dia seguinte e existem 2 caminhos:

- Se fores digital como eu usas uma aplicação ou até mesmo o computador como eu faço;
- Se fores tradicional, usas um caderno e caneta.
- Se tiveres uma super-hiper-memória, decoras.

Agora que temos os ingredientes, vamos à receita:

- Pensar e anotar o que tem de fazer no dia seguinte, incluindo refeições;
- Dar horas às tarefas – ajuda a visualizar o que realmente pode ser feito nesse dia e a tentar cumprir horários.

Dessa maneira, também não vão escapar as refeições;

- Ter sempre a lista à mão e fazer ajustamentos;

Claro que vale fazer ajustamentos. Nem sempre nos levantamos à hora que pusemos o despertador a tocar e fazer ajustamentos ajuda na interação com a lista. Quanto mais percebemos que ela está ali para ajudar mais fácil vai ser.

(sim, falei em despertador e sim, fins de semana também conta!)

Para mim sempre foi muito dificil manter algo como uma agenda. Bem, sou quase Mestre e nem um caderno consigo manter.

Mas…não tenhas medo…existem várias maneiras e cada pessoa ajusta ao que dá mais jeito.

Eu criei o hábito do computador. Na verdade foi uma necessidade que criei pois sou de Marketing Digital mas adoro a parte tradicional. Os cadernos, o copinho com os lápis, canetas, post-its – a típica secretária – até porque adoro desenhar a lápis. Mas com a faculdade e o trabalho decidi usar as ferramentas digitais. Eu uso o Evernote pois dá para ter tanto no smartphone como no computador sincronizados (uso na versão gratuita) e não preciso de andar a atualizar a agendazinha ou de me preocupar de onde ela está, pois é o meu smartphone e anda sempre comigo. Para além do ícon do elefante, o que gosto mesmo é o facto de poder criar notebooks e anexar as notas por temas, posso também anexar documentos, fotos, fazer notas em imagem ou audio. Como este também existem outros e sente-te à vontade para experimentares e adaptares-te. Houve uma altura que criava “folhas de word” com listas e tudo o que precisava mas para aceder no smartphone era mais complicado.

evernote

Ainda uso o tradicional também, mas por uma questão de espaço e de ambiente, decidi ter o minimo de coisas em papel. Então digitalizo documentos e tenho uma Cloud de onde acedo de qualquer lado.

Este foi apenas o primeiro passo.

Eu posso ter a maior bagunça possivel mas se vir a minha secretária desarrumada já não me apetece estudar. Se fores como eu, vais querer tê-la sempre arrumá-la. Só tens de perceber o que te provoca a dita preguicite e criar pequenos hábitos para combatê-los. Seja do que for. Por isso, mantenho as coisas que me dão “mais preguiça” longe. Pequenas coisas que façam a diferença na hora de realmente fazer as coisas como:

- Quando apanho a roupa da corda, arrumo-a logo, pois odeio arrumar as peças miudas.
- Quando faço uma refeição, lavo logo a loiça.
- Se li metade do livro, passaram 2 dias e não consigo acabar, ponho um marcador e arrumo.
- Como sou ruim para beber água, tenho sempre uma garrafa nos locais onde passo mais tempo: trabalho, uma garrafa na mochila que levo para as aulas, uma garrafa na secretária em casa e um copo sempre na sala.

Com estes pequenos ajustes existem coisas que já não perco tanto tempo. Faço na hora e quando volto para descansar já está feito.

Tenho a certeza que esta jornada não é só minha. O facto de estar aqui a comprometer-me a mostrar-te o que fiz e estou a fazer para mudar, e se estás aqui para me acompanhares, seja ou não para receberes ajuda também, para mim, é o que basta.
Dizem que para criarmos um hábito novo leva 3 semanas. É o tempo que temos de estar sempre a contrariar o que habitualmente fazemos. Por isso, vamos a isso.

 

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