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Daily Echo

Breaking habits

09
Abr18

Não mastigues as calorias

Monica Nobre

Ora bem, começando pelo inicio e o mais importante: Comida. 

Quem não adora comer, atire o primeiro pistachio. Vá lá... 

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Pronto. Então eu fui a uma (outra) consulta nutricional e acabei por perceber que esta pessoa já tinha tido casos iguais ao meu. Boas notícias! Porque a maioria dos nutricionistas, já prescrevem a mesma receita para emagrecer... well, not for me!

Então vamos começar por coisas básicas que toda a gente devia saber:

 

Ler rótulos

 

Para quem olha para uma tabela nutricional e vê uma grelha de tabuada (tipo eu), vamos simplificar: Os ingredientes tem de estar obrigatoriamente descritos na embalagem, por ordem decrescente da quantidade que o produto tem. Por exemplo: Umas bolachas podem dizer: Milho, 60% cacau, manteiga de cacau, açúcar, amido, E243 - o que vocês querem saber é que, os primeiros 5 ingredientes são os que existem em maior quantidade. Se estão a evitar o açúcar, obviamente, não vão querer que diga lá açúcar, muito menos dentro dos 5 primeiros ingredientes.

 

O que queremos evitar?

 

Então o que queremos evitar?? Acho que isto serve para qualquer caso - emagrecer ou engordar - açúcar (xaropes e afins), óleo de palma, trigo e qualquer tipo de E's (E342, E234, ...).

Porquê?

O açúcar em excesso, faz a insulina subir e, consequentemente, o metabolismo fica mais lento. Isto seria perfeito para mim, se não houvesse todas as coisas que daí provém: diabetes e doenças cardíacas. Escolham bem o que comem, vejam as diferentes opções que tem. O óleo de palma está presente em alimentos processados na sua versão refinada. Basicamente, como é necessário dar uma certa textura aos alimentos, o óleo de palma é o eleito pois tem um sabor neutro. 

Trigo...o nosso amigo trigo... Existem vários tipos de trigos mas o "trigo normal" que conhecemos é um dos que são processados. Basicamente, para ter aquele sabor, é criado em laboratório. Queremos coisas naturais certo?

E's... acho que nem preciso de falar destas coisas - já vem com nome de experiências laboratoriais e tudo.

 

Calorias vazias

 

Calorias vazias são aquelas que consumimos mas não nos satisfaz. A manteiga é um exemplo disso. Não imaginam o quão triste eu fiquei... Manteiga com pão é o meu snack preferido. 

 

Aveia

 

Parece que, para quem quer engordar como eu, este é o melhor amigo. Não sabe a nada mas vamos tentar ser amigos. (not!)

 

Snacks?

 

Sou mega fã dos snacks! Posso dizer que faço cerca de 8 refeições por dia e tirando as 3 obrigatórias, as restantes, são snacks. Dantes comia bolachas e coisas assim. Entretanto, foram substituidas por: batidos de aveia com fruta, iogurtes e sandes (manteiga com algo mais - queijo ou fiambre), frutos secos (são caros, eu sei), fruta e - respira fundo - granola.

Tão saudavelzinha que me tornei.

 

Não estou a dar um plano a ninguém. Estas indicações são gerais e serve de base, caso queiram saber mais de onde vem a comida. E no meio disto, venho informar que se procurarem, encontram agricultores locais, que vendem diretamente ao consumidor final. Good news, han?

05
Fev18

Não é sorte, não é azar. Chama-se metabolismo.

Monica Nobre
Acho que já estamos sintonizados o suficiente para eu vos falar do meu interior... sim, vou falar-vos do meu metabolismo mega acelerado.
 
Desde miúda que sempre fui magrinha. Quando era mais pequena era ruim para comer mas sempre fui saudável. Até que alguém fazia algum comentário parvo e o meu avô levava-me ao médico. Nop, tudo normal. A miuda é saudável, não tem nenhum disturbio. É só magrinha. É dos genes.
Ao crescer, comecei a comer bem e até demais. Simplesmente tinha fome.
Quando vim para Lisboa, com cerca de 12 anos, entrei no desporto a sério. Fui atleta de competição e comia mais do que uma pessoa normal. Tinha sempre fome, estava sempre a comer desgalgada e cada vez que treinava perdia peso. Mandaram-me a um psicólogo para perceberem se eu escondia alguma coisa. Nop. Nada. Comia tudo e queria mais. 
 
Eu sempre fui assim, sempre tive o IMC baixo como se fosse quase desnutrida e quando havia algum stress perdia peso como um avião a cair a pique.
Ao crescer, todas as miúdas me diziam "que sorte" (ainda oiço isso!) mas eu nunca me senti bem. Porque o meu problema com os números baixos é o mesmo que o de outras pessoas com números altos. Porque não era normal, nem natural, nem me parecia com as outras miudas. Era miudinha e frágil e magrinha e leve como uma pena.
 
Na verdade, sempre fui saudável. Nunca me impus restrições, comia tudo e muito.
Quando entrei para a Força Aérea, vi-me a entrar com 50kg e a sair com menos 7kg no final da recruta. A carga fisica era imensa e o que comia (que dava para uma pessoa normal) não era suficiente. Cada vez que treinava, perdia peso.
 
E passei a não ter balança em casa. 

Há coisas que passamos a vida a matutar e precisamos de um porquê. Este é o meu. 
Fui a vários médicos que diziam "mas és saudável" mas isso não era suficiente. Não sabia lidar com o meu peso (que peso?!). 
 
Encontrei finalmente um que compreendeu a minha situação e frustação e fez-me um questionário extensivo e depois de comer coisas especificas e depois de algumas análises o veridito: Metabolismo Rápido!
 
E o que quer isto dizer?
Possivelmente é diferente de pessoa para pessoa. Para mim, funciona assim:
- Tenho sempre fome
- Faço a digestão em metade do tempo "normal".
- Preciso de comer mais das 2000 calorias recomendadas por dia.
- Se treinar, (como treino) tenho de exagerar na comida. Para não ficar com um nível muito baixo de gordura corporal e não começar a tirar aos musculos.
- Não consigo beber café se já tiver acelerada, fico com ataques de ansiedade (adoro café), então a opção é não beber de todo. Evito o café puro. Bebo misturado ou derivados como bolos e assim.
- Se comer e ficar com "aquela barrigada", como a minha digestão é rápida, dali a 1h tenho fome. Tenho mais refeições que nomes tem o Duque de Bragança. 
- Se beber álcool, ainda nem vou a meio do copo, já sinto o efeito. Também passa mais rápido.
- Fico muito quente de repente, ou muito gelada.
- Quando levo uma anestesia, ou não pega ou o efeito passa rápido. O mesmo acontece em sarar (saro rápido).
 
Na verdade, nunca cheguei a uma fase que percebesse "este é o método e resulta". Tem alturas, depende do stress, do tempo, de mim, da vida... É uma constante mudança.
 
Dito isto parece um pesadelo. Acho que a parte mais complicada, para mim, é querer concorrer a concursos públicos e ter restrições especificas como: "Se tiver 1,60 tem de ter no minimo 50kg"

50kg. Será por isto que odeio números??
 

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Na verdade, é uma luta porque a não ser que percebamos como o nosso corpo funciona, nunca chegamos a uma "solução". O peso varia e não sabemos porquê. Para adicionar a isto tudo tenho a tensão baixa e a pulsação sempre alta. 
 
Acho que a minha sorte foi sempre ter feito desporto. A minha mãe tem a mesma coisa e com esforços "aconteceu-lhe" um sopro no coração. A verdade é que o corpo está sempre acelerado e acontece tudo muito mais depressa, seja digestão ou ingestão.
 
Seja como for, não digo que tenho sorte em não engordar. Sei que quem ouve o meu problema acaba por me dizer sempre, tens sorte, quem me dera, mas o facto é que incomoda-me também e tenho de adaptar uma dieta que inclua o dobro do normal para ser "normal". 

Uma das coisas que me chateia é que não posso ser dadora. Não posso dar sangue nem medula osséa porque alguém decidiu que só com certo peso é que é saudável. E isso chateia-me à brava. Porque sou saudável e por ter o metabolismo acelerado forneço mais sangue. Bombeia mais e mais depressa. 
Mas aos olhos da medicina, não posso. Porque alguém inventou um índice de "saudável". Novidade? Esse índice deve servir a 50% da população, senão menos. Acho que é bom termos uma medida para nos guiarmos mas não fazer disso lei. Posso ter 50Kg e ser mais forte, mais rápida e mais saudável que alguém com mais 10kg que eu. E eu estar abaixo do tal IMC. 
 
Tudo isto para lembrar que números não significam nada, mas significam. 
Mas acho que não nos devemos comparar em números mas sim em que ponto queremos estar. Essa foi um dos pensamentos que sempre me impus. Nem sempre funciona mas houve uma altura em que se o meu objetivo seria ser saudável, praticar desporto e ter resultados visiveis, então ia a isso.
 
Agora é isso tudo na mesma mas com um número mais perto do "normal". Se conseguir, aviso-vos.
15
Out17

Eu acredito

Monica Nobre

Vou dar uma de Martin Luther King. Be aware.

 

I have a dream.

 

Eu acredito que conseguimos mudar o mundo. Mudar para que seja mais sustentável, mais limpo, mais justo e que as pessoas se juntem umas pelas outras sem racismos ou julgamentos. Acredito que conseguimos mudar, mas também acredito que as pessoas não queiram mudar. 

Já conheci histórias de pessoas que estavam em situações que bastava um passo em frente e a coragem de dizer "basta!" e nada fizeram. Sabiam que a vida estava má, que não era aquilo que queriam mas não mudaram. Porquê? Medo da mudança? Medo de represálias? Medo do desconhecido? Não sei bem.

Eu nem sempre fui corajosa. Quando era mais pequena tinha medo da dor. Tinha medo de dizer coisas que não fosse o que as pessoas queriam ouvir. Tinha medo que me agredissem. Tinha medo do escuro quando estava sozinha. O que mudou?

 

Na verdade não sei bem. Mas sei que superei o medo da dor, durante a recruta. Descobri que se respirar fundo e me concentrar na dor que ela não é tão intensa. Descobri que o meu corpo aguenta mais do que algum limite que já o levei. Descobri que posso mudar drasticamente a minha vida e não ir para pior. Descobri que gosto de conclusões e de provas fundamentadas, não acredito só porque toda a gente acredita, não sigo porque é moda.

 

Não acredito em metade das pessoas mas ainda acredito nelas. Confuso?

 

Acho que chegamos a um certo ponto da vida e ativamos o nosso "achómetro". 

"Acho que devia ter feito isto." 

"Acho que devia ter dito algo."

"Acho que devia ter ido (ou ficado)."

Mas nem sempre tomamos as decisões baseadas em algo palpável ou tangível. Mas devemos conhecermo-nos melhor que ninguém e saber quais são os nossos limites, medos, receios e saber que podemos ultrapassar isso e encontrar maneiras para o fazer.

 

Sei que o psicológico tem um poder enorme sobre nós e muitas vezes influenciado pelo social. Mas quem muda isso ou simplesmente não se deixa levar, o que faz essa mudança?

Sei que é um assunto sensivel, cada um é como é, mas por vezes não consigo entender certas reações.

 

Vida saudável alimentar

Toda a gente tem a noção das suas escolhas alimentares. Nem que seja a olhar para análises clinicas ou simplesmente a olhar para o prato do lado. A mudança é complicada e se for extrema, pode até causar problemas. Mas se não estivermos bem, porque não mudar?

O que faz as pessoas dizer "eu devia comer mais verduras" ou "eu sei que devia beber mais água" e não ajustam para mudar? Pelo meu entendimento (que pode estar certo ou errado) é a comodidade. "Sempre comprei isto e fiz estas comidas e nem sei onde nem como posso comprar outro tipo de comida nem como fazê-la." ou "Nem estou para me chatear, para a semana vejo isso."

 

 

Vida saudável psicológica

Tenho pessoas chegadas que sofrem de algo que não chega a ser depressão (ou talvez chega a ser algum tipo)  mas também não é comodidade. Elas ficam tristes e levam uma vida super sedentária e isolada e se alguém intervém dizem apenas "tens razão, devia começar a fazer isso". O que ainda não percebi é quão fundo uma pessoa tem de ir para perceber que a vida que levam tem de mudar para elas próprias se sentirem bem. 

Qual é o limite para entenderem? Um internamento? Um susto? Um puxão de alguém que não quer ouvir "não" e obriga a pessoa a fazer coisas diferentes até perceber que tinham razão? Ou simplesmente não se importam com o estilo depressivo que vivem, é a maneira delas?

 

Vida saudável social

Dou por mim a dizer ao patrão (o meu namorado) que não quero ver tv ou estar na internet e quero sair, andar de patins ou fazer uma caminhada num trilho ou almoçar na praia. E não quero registar isso. Quero aproveitar, desligar o wifi, silenciar o smartphone, por vezes até desligá-lo por completo e aproveitar. Respirar fundo, conversar, rir e olhar as pessoas que estejam em volta. 

E olho as pessoas e vejo selfies, publicações, smartphones, boomerangs...e nada de socializarem naturalmente, sem messenger nem chats.

Eu nasci numa época que não havia computadores. Os trabalhos faziam-se à mão, escritos ou para avisar que ia brincar com a amiga tinha de ir a casa. Tive o meu primeiro telemóvel aos 14. E porque a minha madrasta insistia que tinha de estar comunicável. Lembro-me de nunca usar aquilo. Quando nessa altura toda a gente começava a ter computador, eu fazia trabalhos na biblioteca porque era caro comprar um e não achava que servisse para muito. Nunca tive um pc de secretária, com aquele monitor gigante e torre debaixo da secretária. Comprei o meu primeiro portátil, tinha 19 anos, com o meu dinheiro. Hoje sou mais digital que tradicional, maioritariamente porque trabalho nisso mas dei por mim a reduzir o numero de redes sociais que tenho no smartphone.

Estamos a perder o verdadeiro valor da comunicação.

Então Mónica, tens smartphone? Andas ai a pregar aos peixes para nada. Ainda por cima estás aqui a escrever na internet (dizem vocês) Pois é... posso dizer que faço a maior parte das coisas online. Tenho redes sociais como toda a gente. Mas tenho redes que só uso no trabalho, onde consulto as minhas coisas e as dos projetos que estou. E tenho a completa noção que se ficasse sem smartphone 1 dia que ia sentir falta. Mas estou a tentar ser menos dependente quanto a coisas banais como isso.

 

Decidi escrever este post com base no propósito em que este blog foi construido: breaking habits. Mudar hábitos, reconhecer e mudar o que não está bem. 

Estou a passar pela minha própria mudança. Seja em que campo for. Tenho completa noção de quem sou e do que sou capaz. Tenho noção de quando exagero e preciso de pedir desculpa, de quando um assunto não me interessa e mostro o meu descontentamento, porque acho que devemo-nos conhecer bem e ser sinceros. Acredito num mundo em que todas as pessoas se aceitam como são e aceitam os outros. Acredito num dia em que não nos apetece ouvir ninguém e dizemos isso sem ter "medo" de magoar a pessoa. Que dizemos o que nos vai na alma e mesmo que não concordem, haja uma conversa civica e honesta sobre isso. Quando alguém age mal que tenham a coragem de dizer "não gostei do que fizeste porque..." e que haja compreensão dos dois lados.

Estou à espera de um mundo em que duas amigas tem este diálogo:

- Estou com outra pessoa.

- Ok.

- Não me vais dar na cabeça porque ainda agora sai de uma relação, e em 2 meses, já moro com outro?

- Estás feliz?

- Sim.

- Ok. É o que interessa. Aproveita isso.

- E se não funcionar desta vez também?

- Enquanto estiveres bem, funciona. Quando não funcionar, diz e vamos comer um gelado.

 

Imagino um mundo assim. 

 

(Já tive esta conversa. Sim, eu sou a pessoa que se está a barimbar para a vida dos outros.)

 

 

14
Set17

Comer é a melhor solução

Monica Nobre

Somos animais de hábitos e mudar de repente não é opção. Então fazer um plano parece um bom ponto para começar.
Ter hábitos alimentares, uma alimentação equilibrada ou outras coisas que me ajudassem no meu dia a dia não era prioridade para mim. Até um dia percebi que algumas coisas, não estava a fazer certo e decidi mudar mas comer continua a ser o melhor remédio.

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Enquanto estava na vida militar, a minha alimentação não era das melhores. Andava sempre em viagens, não tinha horas certas para nada e a minha alimentação resumia-se ao que conseguisse comer naquela altura. O meu corpo não tinha um ritual, não criava necessidades, recebia o que havia. Quando esse mundo acabou para mim e comecei a preparar refeições em casa, com mais tempo, decidi melhorar.

Cortei nos fritos (nunca fui muito fã de batata frita, por exemplo), cortei nas bebidas gaseificadas e açucaradas e noutras coisas. Como, maioritariamente, peixe e carnes brancas. Ínclui mais frutas e legumes às minhas refeições. Como mais vezes arroz, saladas e massas. Tomo sempre o pequeno almoço (yey) e tento como sou imensamente ruim para beber água, obrigo-me e tenho lembretes para beber água.

Uma nota sobre mim: quando estou a fazer as coisas, quero despachar e fazer logo. Fazer de uma vez. E não penso sequer em comer. Como se começar a fazer a limpeza da casa logo de manhã, se estiver sozinha, quando dou por mim, já são 15horas e ainda não almocei.
Mas fico satisfeita porque fiz o que queria fazer e ainda tenho tempo para outras coisas. Mas não me alimentei. E eu sou uma daquelas pessoas que se passa muitas horas sem comer, acaba por se habituar. E foi essa uma das razões que decidi impor mais controlo no meu tempo, otimizá-lo e ao mesmo tempo mudar a maneira como me alimento e como me organizo.

Não tenho uma alimentação especifica, até porque existem coisas que era incapaz de deixar de comer mas ajustei a minha alimentação por achar que necessitava mais, e que hoje faz-me sentir melhor com isso.
Outra das razões que me fez repensar na alimentação foi porque quando tinha muita coisa para fazer, não prioritava nada. E chegava ao final do dia a pensar que devia ter feito mais disto do que daquilo. E isso causava-me mais stress do que simplesmente fazer as coisas às pressas. Outra das razões é que sou magra.

Qual é o problema?

Oiço isso imensas vezes. “tens sorte”, “quem me dera”… O problema é que sempre fui magrinha, sempre tive o peso abaixo do meu IMC normal. Não posso dar sangue nem ser dadora de medula como gostaria. Sempre que ia a uma consulta perguntavam-me se tinha algum disturbio alimentar e quando era mais pequena pensavam que não me dava comida suficiente. A verdade é que as minhas análises sempre vieram normais, não tenho nenhum disturbio, mas o que as pessoas dizem afeta-nos sempre (outra coisa que vamos falar por aqui).
Já tive complexos por não engordar e já alterei a minha alimentação nesse sentido. Depois de alguns anos a ultrapassar isso, decidi parar. Alimento-me como o meu corpo precisa e conforme aquilo que quero comer. E após alguma análise mais profunda descobri que tenho o metabolismo super rápido. Se comer um prato “enfarta brutos” dali a 1 hora estou pronta pra comer um pacote de bolachas.
Eu absorvo tudo à velocidade da luz e queimo tudo à velocidade da luz. Por isso, uma rotina é o indicado para mim pois ajuda o meu corpo a não sentir fome, a não pedir e a adquirir o que realmente faz falta.
Acontece que cada pessoa é como é. Não acredito em dietas malucas. Acredito sim, que para uma pessoa atingir o peso, ou ajustar/resolver outro problema que a alimentação ajude, que tem de ajustar a alimentação e não fazer nada drástico.

Sempre fui pessoa de fazer desporto. Então, como perco mais peso se andar nervosa, tenho o metabolismo rápido e sinto a necessidade de não estar parada (seja em desporto ou em tarefas), decidi incluir alimentos que posso tirar energia e a comer mais vezes ao dia.

Como parte da minha organização, decidi procurar e guardar receitas rápidas e nutritivas que faço e quando vou às compras, levo sempre uma lista: ajuda-me a comprar apenas o que preciso sem andar à toa no meio dos corredores.
Outra coisa que já mencionei aqui: sou destrambolhada e preguiçosa! E há semanas que vou às compras e não ideia o que vou por na lista porque não me apetece nada. Então eu descobri uma coisa: Fruta Feia.

A fruta feia é uma cooperativa de consumo que tem como objetivo principal combater tanto o desperdício alimentar como o gasto desnecessário dos recursos utilizados na sua produção (água, energia e terrenos agrícolas).

Como isso me ajuda? Esperei alguns meses por uma vaga na Fruta feia. Já lá vou fez 1ano em maio. O que acontece é que por €3,50 trago 4Kg de fruta e legumes. Posso ver previamente na minha área de cliente o que irá ser distríbuido na semana seguinte e posso cancelar as semanas.
Quando vou ver o que vem na minha cesta, ajusto as minhas refeições ao que vem. Por exemplo: se vier cenouras, couve, tomate, alface, morangos e peras – Faço couve salteada, acabo por fazer saladas e com a fruta faço batidos. Também costumo fazer sumos com as frutas e as cenouras. Mas para além de estar a poupar, também ajudo para o desperdício alimentar e facilita-me imenso em planear uma lista de legumes e frutas.

Claro que é só um exemplo. O objetivo é perceber como o nosso corpo se comporta e ajustar os nossos comportamentos para que não falte nada. Mas se existe algo que me ajuda, eu vou atrás.
Eu demorei algum tempo a perceber que caminho queria seguir. Acho que encontrei o meu. Não há problemas em ajustares coisas diferentes à tua vida, desde que faça sentido para ti. Cada pessoa é diferente. Isso também é um pensamento que demora a ajustar. Somos constantemente relembrados que temos que nos ajustar ao mundo, às tendências e a alguma personalidade quando, na verdade, somos todos diferentes e só temos de nos ajustar ao nosso próprio corpo. Tendo isso confortável, todas as outras pequenas coisas que temos para mudar, torna-se tão mais fácil.

 

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