Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

Daily Echo

a minimal boost. Breaking habits!

Sex | 13.07.18

Prefiro quebrar-me a quebrar uma promessa

Monica

Depois de contagiar algumas pessoas com a curiosidade do armário cápsula, de ajudar uma amiga e de dar consultoria a outras três pessoas, decidi expandir mais o conceito e criar mais conteúdo com as minhas experiências e vivências. Para mim, o armário cápsula é mais que um simples armário, é um definição de quem sou através das roupas e, por nunca ter tido uma relação forte com elas, acho que é ainda mais especial. Criei um Instagram especificamente para vos mostrar as minhas roupas e outros conceitos que irão surgir.

 

Prefiro quebrar-me a quebrar promessas e quando ponho algo na cabeça é para acontecer. Apesar de não gostar de falhar a outras pessoas, às vezes falho a mim própria ao mudar de direção, mas acaba por ficar tudo bem, porque retiro tudo, absorvo toda a informação e aprendo muito. E acabou de acontecer novamente.

 

armário cápsula

 

 

Decidi parar com o desafio de não comprar nada. Quando pensei nisso, pensei num ano que passaria sem comprar, a conhecer-me e ao meu estilo e perceber o que gosto. Isto aconteceu em setembro do ano passado, que já não comprava nada e, tecnicamente, não comprei nada desde dessa altura: troquei algumas roupas que me deram como prenda de natal por outras, que para mim, não é bem como ir às compras. 

 

Então, fazendo bem as contas, acho que fez praticamente 1 ano, se contarmos apenas este ano foram 7 meses. 7 meses de não comprar, de olhar para o armário e soprar, de olhar e sorrir, de espalhar a roupa e fazer combinações, enfim, todo um conjunto de momentos que me ajudaram a crescer e a perceber as minhas cores (eu sei que estou em falta com um post), os meus gostos, e principalmente, o que me faz falta.

 

Na verdade, esta paragem no "não comprar" não é desejo de comprar, não é porque existem saldos, mas sim porque preciso de tirar essa pressão de cima cada vez que passo numa loja ou alguém me tenta oferecer algo. Já aprendi, já pus os pés na terra e, não vou a correr comprar nada, vou apenas retirar-me da promessa. 

 

Pode até acontecer, acabar por terminar o resto do ano sem comprar nada... quem sabe... mas digo-vos já da minha experiência coisas aleatórias que me aconteceram, caso queiram fazer um desafiozinho destes:

  • Cheguei a entrar em lojas com o marido e ver se gostava de algo, se havia algo que me chamasse a atenção ou reparar mais no tipo de tecidos: surpreendeu-me não gostar de quase nada, mas tirar ideias para aplicar nas minhas roupas, para alterá-las (e curiosamente, gosto sempre mais da parte de homem, também vos acontece?)
  • Reparei que não temos lojas de segunda mão de roupa: as pessoas dão, vendem ou deitam fora roupa mas não existe troca ou bazares.
  • Reparei que a melhor roupa que tenho (melhor em material) são mais antigas, que comprei há muito tempo ou herdadas da madrasta.
  • As marcas portuguesas de roupa são lindaaaaas! O investimento em mercado local é um dos objetivos quanto às novas aquisições.
  • Reparei em certas coisas que gosto ou não de usar, que me sinto mais confortável ou não. 
  • Que gosto de algumas cores mas não sou capaz de as usar (acho que não refletem totalmente o meu mood)

 

Quanto à consultoria que fiz, adorei ajudar e ver o quão as pessoas ficaram aliviadas depois. Foi um processo de 3 meses que também me deu alguns ensinamentos muito valiosos para aplicar em futuros pedidos. Acho que, conforme a disponibilidade da pessoa, é o tempo ideal para acompanhar, conhecer e perceber a pessoa e as suas necessidades. 

Se quiserem alguma ajuda, podem entrar em contacto através de algum dos meus canais.