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Daily Echo

Breaking habits

21
Fev18

Mínimo dos mínimos

Monica Nobre

Já olharam em redor e viram que tem mais do que deviam? Que quando pensam no que vos faz falta, tudo o que conseguem nomear são coisas materiais? 

Há dois natais que o meu namorado me pergunta "que queres para o natal" e nunca me ocorre nada. Não há nada que precise e se quiser algo, mesmo que não faça parte das necessidades básicas, como livros ou roupa, compro eu. 

O armário cápsula veio nesse sentido, ter tanto e não usar, ter tanto para nada, só ocupa espaço. Apesar de não vestir metade da roupa que tinha, ainda me fazia confusão de manhã, "é hoje que vou vestir isto?". Eu penso na tecnologia e toda a sua automação que veio poupar tempo para fazermos outras coisas, no entanto, temos estes pequenos detalhes que nos rouba tempo e tira-nos a atenção do que realmente interessa. 

 

O conceito "não ter mais do que se precisa" vem, exatamente, para dar mais ênfase ao que interessa e desde então tem revolucionado várias industrias. Alguns conhecem como o conceito "minimalismo".

 

Já não consigo pensar neste conceito sem ser aquilo que realmente procuro. E faço isso tendo consciência do total de coisas que tenho em casa. Não é só o armário que podemos fazer "cápsula", porque na verdade é um armário minimalista: temos o que usamos. 

 

O mesmo se passa com as restantes divisões da nossa casa e, até, da nossa vida. 3 serviços de loiça e só utilizas 1? porque? Ainda por cima cada serviço tem 12 pratos e são 2 ou 3 pessoas em casa? 

40 tupperwares de dimensões ridiculas e exageradas? E utilizamos só os tamanhos médios? Faz sentido? 

 

"Tenho uma liquidificadora em casa mas normalmente só uso a varinha mágica. Dá muito trabalho a montar, desmontar e limpar." Então qual é o objetivo?

Não sei quanto a vocês, mas a minha casa é pequena. E podia ser muito maior se houvesse menos "tralha". Coisas que estão arrumadas em armários, que não servem para nada. 30 mil canetas e 40 mil porta chaves, perdidos na gaveta do inferno, que fica lá para sempre. 

 

São estas pequenas coisas que nos fazem pensar e acabamos por perceber se temos tudo o que precisamos. 

Estou assim com tudo, e não só com a roupa. 

 

mínimo dos mínimos - daily echo

 

E daí, surge todo um turbilhão de perguntas na nossa cabeça.

 

Livros

Adoro livros. Tenho coleções em livros, das séries que gosto, dos autores que gosto e sempre tive orgulho da minha "pequena biblioteca". Ultimamente, dei por mim a olhar e a perceber que leio, mas depois ficam ali, a pairar para sempre, a ser mais uma coisa a ter de ser limpa, a chatear-me se alguém tira algum e dobra as pontas. Na verdade, para quê? Vou lê-los outra vez? possivelmente. Não vou ler? Também é possível. Vou ter de pensar numa opção para eles.

 

Recuerdos

Pessoal, recuerdos. Recordações, lembranças. Vamos a algum lado e compramos....um íman. Um lápis. Uma camisola. Um recuerdo. Se é só porque sim, porque não tiramos fotos e pomos numa parede? Ou agarramos nesses recuerdos todos e fazemos um quadro fixe? Porque é que depois fica na gaveta do demónio ou no frigorifico, que só as visitas reparam? 

Eu percebo totalmente, também tenho alguns. Mas são as mínimas coisas que fazem a diferença.

 

Tecnologia 

O computador avariou, mas durou 8 anos e vai então ficar aqui porque dei muito dinheiro para agora deitar fora, não lembrando do facto que ele está avariado. Ai, ainda tenho o meu nokia 3310....Pessoas, por favor. 

Eletrões. Aproveitar os discos do computador avariado e comprem uma caixa externa e usem como disco externo. Se tiverem habilidade, de 2 façam 1. Tirem isso de casa, a sério. Que prazer dá, ou que utilidade tem um computador/tablet/telemóvel morto??

 

 

Aproveitar a vida

Não precisam de seguir modas, ter 30 mil cremes, 40 mil roupas, se depois não vivem e ficam presos ao que tem. Cada pessoa tem coisas que são importantes para elas, e se fizerem a vossa lista, 20% são objetos. Aproveitem a vida, mantenham o que vos faz feliz e vivam ao máximo.

 

No seguimento disto, lembrei-me de uma autora japonesa (não sei o nome mas vou procurar e alterar aqui) que o método de arrumação dela é agarrar as coisas nas mãos e perguntar: "isto faz-me feliz?". A tudo. Fios, canetas, roupa, loiça... E descartar tudo o que não nos faz bem. Que nos deixa tristes, que nos traz recordações que nos deixa melancólicos...

É um bom método para começar. 

Já experimentaram algo deste género?

 

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A mudança do caos para o minimalismo.Minimal Boost