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Daily Echo

a minimal boost. Breaking habits!

Qua | 23.05.18

Eu vi, vim e venci

Monica

Quando consegues o que queres... ainda queres o que conseguiste?

 

Veni, vidi, vici...Eu vi, vim e venci. Esta frase está tatuada acima do meu joelho esquerdo.

Joelho esse que sofreu lesões e não me deixou continuar a ser atleta de alta competição. Joelho esse que se magoou de novo, foi abaixo, que me impedia muitas vezes de correr mas aguentou-se para conseguir completar as caminhadas, a marcor, a semana de campo, as pistas de obstáculos. Joelho este que bastou estar quieta a dar vozes ao pelotão para ir abaixo, e deixar toda a gente em ombro arma, porque tinha de estar de pé para por o pessoal a descansar. Joelho este que me deu dores. Mas as dores eram mais fracas que a motivação de terminar a recruta e jurar Bandeira. Este joelho foi de arrasto quando tive de subir 3 andares num treino de incêndios. Latejou quando carregava na embraiagem e queria por mudanças no meu querido camião IVECO, mais velho que eu. Sempre lhe prometi descanso depois, mas o que não sabia é que cada dia era mais dificil de suportar. Quando tudo abrandou, eu fechei os olhos e soube que estava onde tinha de estar. Eu vi, vim e venci. 

 

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Quando deixei o meu mundo - é mesmo assim que me sinto, longe do meu mundo - estava revoltada. Uma nova página vinha ai, uma página que tinha escolhido à força, mas ainda assim fui eu que escolhi. Uma página que tive sorte. Vi e cheguei lá outra vez. E isso não pára de me surpreender. A maneira como a motivação e o querer humano tem um poder sobre o acontecer. 

 

Venci de novo. Venci mas... não estou no meu mundo. Quando consegues o que queres, ainda queres o que conseguiste?

 

Quero voltar ao meu mundo. Quero a minha maior conquista. Quero estar na linha da frente. Para mim vencer, é continuar a dar voz à promessa que fiz. Às frases que proclamei no dia 24 de julho de 2009. Ao juramento que fiz ao Estandarte, à Bandeira, ao Presidente, a mim mesma e ao meu joelho. Estavamos onde queriamos estar. Lutamos e aguentamos coisas que não conseguiamos. Se ainda queremos isso? Queremos pois. 

Mas e a outra página? 

A outra página é outra vida que não tenho tempo agora. É o que deu motivação para voltar: fazer algo que também gosto mas perceber que conseguimos ser infelizes senão estivermos no sitio certo. Don't get me wrong!! Adoro o que faço! Mas o meu espirito altruista não me deixa manter fora da minha promessa, não me deixa parar de ter civismo, de querer impor a lei, de querer fazer as coisas by the book.

Este meu espirito altruista ainda vai ser a minha morte... mas se morrer a cumprir a minha promessa, com as minhas asas ao peito... morro feliz!

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