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Daily Echo

a minimal boost. Breaking habits!

Sab | 02.06.18

Desperdício textil

Monica
Não é apenas no lixo e desperdício alimentar que devíamos ter em atenção. A Humana Portugal, é uma associação sem fins lucrativos que trabalha a favor da protecção do meio ambiente, promove a reutilização têxtil e realiza programas de cooperação em África e de apoio local em Portugal, recolheu em 2017, 3347 toneladas de têxtil usado através de 1025 contentores distribuídos no espaço público. 
 
O consumismo anda de mãos dadas com o desperdício e isso afeta tanto como o lixo que não separamos, a comida que desperdiçamos e tudo o resto que tem poderia ter uma segunda ou terceira reutilização. 
 
No Brasil, existe uma campanha para recolher peúgas, que perdemos o par, para reutilizar e criar mantas para os sem abrigo. Algumas roupas tem uma reutilização prática como para fazer panos e outras peças mais pequenas mas e que tal começar por parar com o consumismo textil? 
 
O armário cápsula não é só pensar no próprio bolso ou na personalidade. É pensar no consumismo e no que impacto que tem no ambiente: mais consumismo  leva a mais produção, que leva a mais falsificação de materiais e, consequentemente, os materiais deixam de ser duráveis, deixam de ter qualidade, gastando também mais recursos como água e outros necessários para a confeção da roupa. 
 
Outra razão para ter um armário consciente é saber onde é feita a roupa e com que materiais. Alimentar a economia local e incentivar produtos nacionais é uma curiosidade, que acaba por se tornar um hábito depois de algum tempo e que depois se reflete em preocupação em tudo o que consumimos: de onde vem os meus vegetais? como são cultivados? de onde vem a minha fruta? Como é tratada? De onde vem a minha roupa? De que materiais é constituida?
 
 

IMG_7412.JPG

 

E daí perguntam:  então mas eu vou dar 50€ por uma camisa, feita em Portugal e com bom material em vez de 15€? Sim.

Mas porque? Porque num armário cápsula, a consciência da durabilidade dos materiais conta. Porque termos uma peça de 50€, preferida e que usamos muito e com resistência é melhor que ter uma que custe 15€ e meses depois já se mostra gasta, velha, rota e feia. 

 

Porque se tiverem que escolher entre um Mercedes que vos vá durar 20 anos e um Peugeot que dure 10, vocês vão escolher o Mercedes, mesmo que paguem mais. (era só um exemplo, nada contra Peugeot)

 

Então mas como encontramos essas marcas? 
 

Vou dar alguns exemplos de produtos portugueses que possam ter interesse:
 
(alguns já conheço, outros está na minha lista para consideração quando precisar de substituir algo.)
 
Balutta
 
Stró
 
António
 
Daniela ponto final
 
Pelcor
 
alameda turquesa
 
Green Boots
 
Näz
 
Estas são apenas algumas. Conhecem outras? Divulguem, contem aos amigos e apoiem o comércio português.