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Daily Echo

Breaking habits

22
Abr18

Vi toda a gente mas não te vi

Monica Nobre

Às vezes ainda te vejo. Ainda te vejo e sinto que te falhei redondamente. Que fugi de quem me fazia mal porque sabia que um dia ia fazer algo de mal e não queria que sofresses. Fugi porque queria o que os outros tinham e achava que era a unica oportunidade de ter: alguém a quem chamar de pai. Dizer que estava com o meu pai. Achei que se fosse, que ficaria bem, porque todas as tristezas que tinha iriam passar. 

Não sabia que não ias ficar bem. Não sabia que o que eras para mim e o que era para ti. Sabes aquele pensamento "se pudesse voltar atrás?"... Se pudesse... 

Se pudesse, sentia a tua falta neste momento. Neste momento terias 99 anos e sei que provavelmente não viverias até agora, mas se pudesse voltar atrás, não ficarias sem mim, não ficaria sem ti, e não carregava este peso que me mata cada vez que penso em ti. 

 

Todas as crianças dizem "pára de me tratar como uma criança". Querem crescer rápido. Não me viste a crescer? Não me vias a debater a lei? A impor a minha opinião? Porque é que achaste que eu era uma criança, para não me contares a verdade? Porque tinhas de ser tão fechado? Não sabias que a necessidade de sentir que os meus pais gostavam de mim, iria enublar-me a mente? Não sabias que precisava que visses que afinal era realmente uma criança e precisava que desses um passo à frente? Que lutasses por mim? Que afinal não sabia o que era certo?...

 

Ainda te vejo e tens a cara entre as mãos e dizes "o que foste fazer...". Ainda te vejo e te oiço quando mais ninguém quer saber de ti. Ainda te vejo, ainda te amo e tenho o sonho de recuperar tudo o que conquistaste e destruiram. Tenho o sonho de recuperar a tua casa, a tua terra, a tua vida. 

 

Ainda te vejo com esses teus olhos azuis a brilhar para mim, sem precisares de dizeres uma palavra. Mas precisavas de dizer. Tinhas de ter dito. Eu precisava disso. 

 

Ainda te vejo e quando te vejo só me apetece chorar, o peito doi-me e és a única coisa que me arrependo na vida. Ai se o tempo voltasse atrás... 

Ainda te vejo...e se me ouvisses saberias que naquele dia, as nossas conversas silenciosas não funcionaram. Que não percebi porque choraste e nem te despediste de mim. Que não consegui controlar que iria ter "o meu pai" quando já te tinha. 

Ainda te vejo porque me culpo. Ainda te vejo porque te culpo. Porque não lutaste como devias e achavas que eu não era mais uma criança. 

Ainda te vejo...e ainda sou a criança que espera que apareças. 

14
Abr18

See you on the other side

Monica Nobre

Vou  confessar uma coisa: eu sou maluca! Mas até agora vocês já sabiam não? 

 

Pensei imenso no sentido que queria dar ao Daily Echo. Se seria mais um blog para os meus desabafos, se poderia fazer realmente algo de útil na minha vida com ele. 

A verdade é que, também andei a pensar no sentido da minha vida: o que quero fazer, o que gosto, o que gostaria de realizar e a minha lista resume-se a:

 - Adoro todo universo militar, segurança e proteção - e todos os valores que aprendi como militar não os consigo largar. O sucesso que tenho com coisas que me imponho, para mudar os meus hábitos, provém daí "missão dada é missão cumprida". 

- Adoro marketing. Toda a componente digital (odeio a comercial) e tudo o que envolve. Mesmo que volte a mudar de área, acredito que nunca irei deixar o marketing. 

- Quero realmente aplicar o minimalismo na minha vida, em todos os sentidos; menos coisas, mais tempo, mais sustentabilidade. 

 

Com isto dito, e como sou uma naba a criar coisas aqui no sapo, decidi criar - Minimal Boost - um blog da sequência do Daily Echo. 

Basicamente, eu quero escrever sobre mudança, a minha mudança, mas sinto que misturo muitos assuntos que, para mim são relevantes e precisam de sair de mim, e ao mesmo tempo, dou a oportunidade de seguirem o que vos interessa mais, sem que outras coisas interfiram no caminho.

 

O Minimal Boost acomanhará todo o percurso do armário cápsula e da minha alimentação e o Daily Echo todos os meus sentimentos e, claro, o chapters&scenes!

Colocarei o link do Minimal ao vosso dispor aqui, e lá o do Echo, fácil de encontrar. 

Sejam benvindos à minha loucura.

09
Abr18

Não mastigues as calorias

Monica Nobre

Ora bem, começando pelo inicio e o mais importante: Comida. 

Quem não adora comer, atire o primeiro pistachio. Vá lá... 

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Pronto. Então eu fui a uma (outra) consulta nutricional e acabei por perceber que esta pessoa já tinha tido casos iguais ao meu. Boas notícias! Porque a maioria dos nutricionistas, já prescrevem a mesma receita para emagrecer... well, not for me!

Então vamos começar por coisas básicas que toda a gente devia saber:

 

Ler rótulos

 

Para quem olha para uma tabela nutricional e vê uma grelha de tabuada (tipo eu), vamos simplificar: Os ingredientes tem de estar obrigatoriamente descritos na embalagem, por ordem decrescente da quantidade que o produto tem. Por exemplo: Umas bolachas podem dizer: Milho, 60% cacau, manteiga de cacau, açúcar, amido, E243 - o que vocês querem saber é que, os primeiros 5 ingredientes são os que existem em maior quantidade. Se estão a evitar o açúcar, obviamente, não vão querer que diga lá açúcar, muito menos dentro dos 5 primeiros ingredientes.

 

O que queremos evitar?

 

Então o que queremos evitar?? Acho que isto serve para qualquer caso - emagrecer ou engordar - açúcar (xaropes e afins), óleo de palma, trigo e qualquer tipo de E's (E342, E234, ...).

Porquê?

O açúcar em excesso, faz a insulina subir e, consequentemente, o metabolismo fica mais lento. Isto seria perfeito para mim, se não houvesse todas as coisas que daí provém: diabetes e doenças cardíacas. Escolham bem o que comem, vejam as diferentes opções que tem. O óleo de palma está presente em alimentos processados na sua versão refinada. Basicamente, como é necessário dar uma certa textura aos alimentos, o óleo de palma é o eleito pois tem um sabor neutro. 

Trigo...o nosso amigo trigo... Existem vários tipos de trigos mas o "trigo normal" que conhecemos é um dos que são processados. Basicamente, para ter aquele sabor, é criado em laboratório. Queremos coisas naturais certo?

E's... acho que nem preciso de falar destas coisas - já vem com nome de experiências laboratoriais e tudo.

 

Calorias vazias

 

Calorias vazias são aquelas que consumimos mas não nos satisfaz. A manteiga é um exemplo disso. Não imaginam o quão triste eu fiquei... Manteiga com pão é o meu snack preferido. 

 

Aveia

 

Parece que, para quem quer engordar como eu, este é o melhor amigo. Não sabe a nada mas vamos tentar ser amigos. (not!)

 

Snacks?

 

Sou mega fã dos snacks! Posso dizer que faço cerca de 8 refeições por dia e tirando as 3 obrigatórias, as restantes, são snacks. Dantes comia bolachas e coisas assim. Entretanto, foram substituidas por: batidos de aveia com fruta, iogurtes e sandes (manteiga com algo mais - queijo ou fiambre), frutos secos (são caros, eu sei), fruta e - respira fundo - granola.

Tão saudavelzinha que me tornei.

 

Não estou a dar um plano a ninguém. Estas indicações são gerais e serve de base, caso queiram saber mais de onde vem a comida. E no meio disto, venho informar que se procurarem, encontram agricultores locais, que vendem diretamente ao consumidor final. Good news, han?

26
Mar18

Olhas para o espelho. O que vês?

Monica Nobre
Trouxe de volta o tema do armário cápsula e o seu minimalismo. Mas o que trouxe isso? Algumas pessoas já me perguntaram porquê ou como, mas a pergunta que me fizeram que me fez pensar mais foi feita com base na personalidade. Com base no que aprendes sobre ti, quando reparas e reformulas o teu guarda roupa, acabas por gostar desse teu eu? Acabas por mudar? Reconheces-te? 
 
Vou deixar essa questão a pairar enquanto vos falo de outras coisas.
 
Tive uma conversa comigo - que é sempre bom - e achei por bem, não só mudar algumas coisas pessoalmente, como alimentação e organização, mas decidi reeducar-me. 
Como assim? Andas mal educada?? Não...a sociedade anda e eu não quero seguir o mesmo caminho. E acho que preciso de fazer algumas coisas para me sentir bem e dar valor ao que acredito. Vou dar-vos alguns exemplos:
 
 

Tecnologias e afins

 

Decidimos cá em casa, não haver tecnologia à mesa. Não há telemovel nem outros gadgets distrativos (nem tv) enquanto comemos. É que nem passam a arcada da sala de jantar. Parece parvo? Quando parece silêncio demais, falamos. Ou aproveitamos o silêncio mesmo. E a comida. 
Abolimos as tecnologias da cama. A não ser quando alguém está doente, e como não temos tv no quarto, levamos um PC e vê-se algo na cama. Mas é algo raro. Ambos concordamos e achamos que era o melhor. Passamos mais tempo a dar valor a nós. 
No carro, não atendemos chamadas a conduzir, a não ser com phones. Arranjei uns com microfone e quando me esqueço de por, nem atendo. É uma emergência? Se não conseguir encostar sem empatar, quando chegar ao destino, logo atendo. 
 

Desperdício Zero

 

Já devem ter ouvido falar desta maravilha de aproveitar e reutilizar para evitar desperdícios. Seja do que for. 
Andamos mais conscientes e para além da reciclagem, que já fazemos aos anos, decidimos que quando comemos fora escolhemos restaurantes que tenham pratos e talheres a sério, não aceitamos palhinhas e se possível, não aceitamos copo de plástico. 
Usamos guardanapos de pano em casa. Substituimos as nossas garrafas por garrafas de metal e reutilizamos comida que dantes diziamos "o trabalho que dá, vai para o lixo".
 

Há mais pessoas no mundo

 

Moramos numa praceta sem saída. Conhecemo-nos todos e por casa existem 1 ou 2 carros. Não existem lugar marcados mas existe espaço para todos se estivermos bem "arrumados". Posso chegar à sexta feira à noite e não ter lugar e deixo o carro de qualquer maneira. Mas no sábado de manhã, a primeira coisa é ver se há espaço para arrumar o popó como deve ser. 
 
É avisar o vizinho que restos da poda das árvores não vão para o lixo normal. O senhor tem de ligar para a secção do ambiente e marcar com eles. Tem de dar o nome e nif e morada. Ajudamos a levar de volta os arvoredos para o quintal deles. Porra, reeducamos os nossos vizinhos, e vivemos todos melhor no nosso ciclo de casas.
 
Há um problema na luz da rua? Já ligou vizinho? Então já ligo. A árvore do senhor Manuel está no meu quintal. O homem tem quase 80 anos. Posso cortar quando me der jeito? Então está bem. Se entretanto quiser ajudar diga. 
 
E vivemos em sociedade. 
 

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Não acham há pessoas que precisam de ser reeducadas? Eu acho. Também preciso em certas coisas e estou a tentar melhorar noutras. Se virem alguém a fazer algo que podia ser melhor, alertem! Vivemos todos aqui.
 
Voltando à questão que ficou a pairar... Com base, não só do que aprendes sobre ti quando olhas para o teu guarda roupa, mas quando olhas para as tuas atitudes, reconheces-te? Acabas por mudar? 
 
As boas ações para nós e para o mundo devia ser rotina. 
 
11
Mar18

Chapters & Scenes: Indie e filosofias de vida

Monica Nobre

Neste capítulo, falamos de filosofias de vida e ao escolher um filme/série ou livro para ilustar este mês de março, surgiu-me logo sobre o que iria falar. Devo confessar que andei algum tempo bastante entusiamada com este tema para poder escrever sobre este filme. O escolhido é: Captain Fantastic.

 

chapters&scenes-captain-fantastic

 

 

Este filme apareceu numa altura de mudanças, na minha vida. Não conhecia, nem nunca tinha ouvido falar, até que numa conversa de café, aconselharam-me e fiquei perplexa como se encaixava no que estava a sentir.

Ben (Viggo Mortensen) tem seis filhos com quem vive longe da civilização, no meio da floresta, numa rígida rotina de aventuras. As crianças lutam, escalam, leem obras clássicas, debatem, caçam e praticam exercício, tendo a autossuficiência sempre como palavra de ordem. Certo dia um triste acontecimento leva a família a deixar o isolamento e o reencontro com parentes distantes traz à tona velhos conflitos.

Queria muitoooo soltar a minha veia de spoiler mas vou tentar conter-me em alguns detalhes. O que adorei sobre esta filosofia de vida que levam no filme:

 

O isolamento da civilização

 

Apesar das crianças terem sido criadas e educadas foram do ambiente citadino e civilizado, eles sabem as regras de boa educação (ensinados pelos pais) e tem conhecimento profundo de todos os temas, aprendidos através de livros de grandes autores, em diversas áreas.

 

A linguagem

 

O ensinamento deles permite-lhes que saibam o que quer dizer cada conceito (seja do que for, morte, palavrões, politica, ...) e que saibam aplicá-los. As "não palavras" (palavras que não expressam uma opinião definida como "não sei" ou "interessante") são proibidas e os miudos são motivados a expressar as suas opiniões, a argumentar e a respeitar a opinião dos outros.

 

Alimentação

 

Apesar do estilo de vida "selvagem" eles aprendem a caçar e a cultivar e a comer saudavelmente. Sabem distinguir todo os tipos de alimentos comestiveis da natureza.

Treino

 

Todo o treino deles, dá-lhes a capacidade de serem mais fortes e todas as situações que são sujeitos são para a própria sobrevivência.

 

 

chapters&scenes-captain-fantastic

 

Espero que tenhas gostado, se ainda não viste, espero que gostes e que me digas...que filme te marcou por ter uma filosofia de vida diferente??

Aproveita e vê as histórias que as outras meninas andam a contar.
Deixa ser | A outra Mafalda | Andreia Moita | Infinito mais um | Limited Edition | Meek Sheep | Às cavalitas do vento | Uma chávena de charme | Joan of July | It's ok

 

 

 

28
Fev18

De volta às origens

Monica Nobre

Já devem ter reparado que ultimamente falo muito de minimalismo. E eu também reparei e gostava de expor aqui alguns pontos, porque vejo muita gente a falar sobre isso, que realmente não aplica, e outras pessoas que gostam mas não percebem porquê. Então decidi, escrever um pouco mais sobre o meu motivo. 

 

Eu fui criada no minimalismo (sabia lá que isto tinha nome). Vivi com o meu avô (podem ver alguns episódios na tag - estórias), que foi pescador e quando a idade começou a pesar demais para ir para o mar, dedicou-se à agricultura. O meu avô era uma pessoa muito simples, muito à terra, não havia 8 nem 80, havia o que ele acreditava e eu fui criada nisso. Nunca tivemos grandes luxos, como passei a ter quando me mudei para a cidade. A casa foi construida pelo meu avô e à medida que tinhamos necessidades, a casa foi sendo alterada. A água vinha de um furo que tinha uma bomba para a puxar e posteriormente, o meu avô fez uma cisterna, que acumulava a água da chuva que usavamos para cozinhar e, quando o verão se tornava insuportável, para a rega. Compravamos pão, carne e peixe e tudo o resto vinha das árvores e da terra. Compravamos roupa quando a antiga se rasgava ou estravaga de outra maneira, e andar a pé ou de bicicleta era o transporte de eleição. A vida era simples. Tinhamos 1 rádio e 1 televisão. E tenho realmente saudades desses tempos. 

Quando mudei para a Lisboa, com 12 anos, senti-me deslocada. Não era aquele o meu mundo. E fiquei fascinada com tudo o que o mundo tinha para oferecer em termos de excessos. Tanta opção de roupa, de brinquedos, de coisas para fazer, o hipermercado era um mundo (em Lagos apenas havia pequenos supermercados, talho, padaria e praça(peixe, frutas e legumes), mas tudo separado)...

Eu nunca fui miuda de gastar em muita coisa mas às vezes sentia que se não tivesse certas coisas e nem tivesse um certo estilo que não me conseguia integrar. E essa foi a pior parte da minha vida. 

 

Quando entrei para a tropa, voltei ao meu estado "natural". As coisas eram simples, utilizava-se qualquer coisa para desenrascar...mas nessa altura eu já era dada a excessos. Achava que ter certas coisas me fazia mais "cool". E as coisas não são bem assim. Com algumas mudanças de casa, comecei a perceber que as coisas que iam ficando para trás, materiais, que não faziam assim tanta falta e voltei com os meus pés à terra. 

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Ultimamente, tenho sentido mais isso. Talvez por querer ter um estilo de vida menos preso às coisas e me fartar de dar voltas à casa e ver sempre as mesmas coisas, no mesmo lugar sem que tenham sido utilizadas há meses... 

 

O armário cápsula veio nesse seguimento. Desfazer-me de coisas que não uso e nunca mais vou usar, que só me confundem na hora de escolher a roupa e só ocupa espaço. Então decidi desprender-me de coisas e começar por casa. 

Comecei pelo armário e já comecei a pensar o que fazer aos livros e assim. Gostava de ficar com eles? Sim. Mas faz realmente falta? Não. Para efeitar? Sim. Vou lê-los outra vez? Talvez não. E estas são algumas questões que penso quando penso em desfazer de algo. 

 

No caso da roupa, decidi aprofundar a coisa. Nunca soube muito bem que "estilo" tinha. E com esta arrumação acabei por encontrar um padrão, nada especifico mas ainda assim, como sempre segui o que me diziam, apesar de não me sentir integrada, decidi fotografar todas as minhas roupas e fazer outfits. Apesar do meu armário ter sido reduzido, por vezes, não faço ideia do que fica bem com quê. E decidi criar algo para me ajudar nessa tarefa e visualizar.

 

Penso que este blog está a seguir essa direção, mas tudo isto é um caminho. O daily echo é isso mesmo: ajustar as nossas vidas para chegar à vida plena que queremos ter. 

 

Então chamamos-lhe minimalismo, podiamos chamar "voltar às origens", podiamos chamar outra coisa. Eu gosto de me sentir bem com o que tenho e é nessa direção que caminho.

Se estás nesse caminho também, conta-me a tua história.

21
Fev18

Mínimo dos mínimos

Monica Nobre

Já olharam em redor e viram que tem mais do que deviam? Que quando pensam no que vos faz falta, tudo o que conseguem nomear são coisas materiais? 

Há dois natais que o meu namorado me pergunta "que queres para o natal" e nunca me ocorre nada. Não há nada que precise e se quiser algo, mesmo que não faça parte das necessidades básicas, como livros ou roupa, compro eu. 

O armário cápsula veio nesse sentido, ter tanto e não usar, ter tanto para nada, só ocupa espaço. Apesar de não vestir metade da roupa que tinha, ainda me fazia confusão de manhã, "é hoje que vou vestir isto?". Eu penso na tecnologia e toda a sua automação que veio poupar tempo para fazermos outras coisas, no entanto, temos estes pequenos detalhes que nos rouba tempo e tira-nos a atenção do que realmente interessa. 

 

O conceito "não ter mais do que se precisa" vem, exatamente, para dar mais ênfase ao que interessa e desde então tem revolucionado várias industrias. Alguns conhecem como o conceito "minimalismo".

 

Já não consigo pensar neste conceito sem ser aquilo que realmente procuro. E faço isso tendo consciência do total de coisas que tenho em casa. Não é só o armário que podemos fazer "cápsula", porque na verdade é um armário minimalista: temos o que usamos. 

 

O mesmo se passa com as restantes divisões da nossa casa e, até, da nossa vida. 3 serviços de loiça e só utilizas 1? porque? Ainda por cima cada serviço tem 12 pratos e são 2 ou 3 pessoas em casa? 

40 tupperwares de dimensões ridiculas e exageradas? E utilizamos só os tamanhos médios? Faz sentido? 

 

"Tenho uma liquidificadora em casa mas normalmente só uso a varinha mágica. Dá muito trabalho a montar, desmontar e limpar." Então qual é o objetivo?

Não sei quanto a vocês, mas a minha casa é pequena. E podia ser muito maior se houvesse menos "tralha". Coisas que estão arrumadas em armários, que não servem para nada. 30 mil canetas e 40 mil porta chaves, perdidos na gaveta do inferno, que fica lá para sempre. 

 

São estas pequenas coisas que nos fazem pensar e acabamos por perceber se temos tudo o que precisamos. 

Estou assim com tudo, e não só com a roupa. 

 

mínimo dos mínimos - daily echo

 

E daí, surge todo um turbilhão de perguntas na nossa cabeça.

 

Livros

Adoro livros. Tenho coleções em livros, das séries que gosto, dos autores que gosto e sempre tive orgulho da minha "pequena biblioteca". Ultimamente, dei por mim a olhar e a perceber que leio, mas depois ficam ali, a pairar para sempre, a ser mais uma coisa a ter de ser limpa, a chatear-me se alguém tira algum e dobra as pontas. Na verdade, para quê? Vou lê-los outra vez? possivelmente. Não vou ler? Também é possível. Vou ter de pensar numa opção para eles.

 

Recuerdos

Pessoal, recuerdos. Recordações, lembranças. Vamos a algum lado e compramos....um íman. Um lápis. Uma camisola. Um recuerdo. Se é só porque sim, porque não tiramos fotos e pomos numa parede? Ou agarramos nesses recuerdos todos e fazemos um quadro fixe? Porque é que depois fica na gaveta do demónio ou no frigorifico, que só as visitas reparam? 

Eu percebo totalmente, também tenho alguns. Mas são as mínimas coisas que fazem a diferença.

 

Tecnologia 

O computador avariou, mas durou 8 anos e vai então ficar aqui porque dei muito dinheiro para agora deitar fora, não lembrando do facto que ele está avariado. Ai, ainda tenho o meu nokia 3310....Pessoas, por favor. 

Eletrões. Aproveitar os discos do computador avariado e comprem uma caixa externa e usem como disco externo. Se tiverem habilidade, de 2 façam 1. Tirem isso de casa, a sério. Que prazer dá, ou que utilidade tem um computador/tablet/telemóvel morto??

 

 

Aproveitar a vida

Não precisam de seguir modas, ter 30 mil cremes, 40 mil roupas, se depois não vivem e ficam presos ao que tem. Cada pessoa tem coisas que são importantes para elas, e se fizerem a vossa lista, 20% são objetos. Aproveitem a vida, mantenham o que vos faz feliz e vivam ao máximo.

 

No seguimento disto, lembrei-me de uma autora japonesa (não sei o nome mas vou procurar e alterar aqui) que o método de arrumação dela é agarrar as coisas nas mãos e perguntar: "isto faz-me feliz?". A tudo. Fios, canetas, roupa, loiça... E descartar tudo o que não nos faz bem. Que nos deixa tristes, que nos traz recordações que nos deixa melancólicos...

É um bom método para começar. 

Já experimentaram algo deste género?

 

10
Fev18

Chapters & Scenes - Realizado na década de 90

Monica Nobre
"Buongiorno Principessa!" -  Raras vezes uma expressão tirada de um filme italiano ficou tão conhecida nos quatro cantos do mundo. E se pronunciada de braços abertos por uma criança, a saltar de um armário com a carga de alegria que se vê no filho de Guido e Dora... é de derreter completamente.
 

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Neste capitulo de Chapters & Scenes vamos falar de algo de foi escrito/realizado na década de 90, e não podia deixar de falar de um filme que nunca me canso de ver, mesmo depois de 40.000 visualizações.

Este filme a que roubámos a memória desta cena, todos sabem, chama-se A Vida é Bela (1997), e colocou o ator, realizador e argumentista Roberto Benigni debaixo dos holofotes internacionais.
Sabemos que nem tudo serão rosas, porque a frase do início serve de advertência - "Esta é uma história simples, mas não daquelas fáceis de contar. Como numa fábula, há tristeza, há deslumbramento e felicidade." -, mas custa-nos a acreditar, tamanha é a luminosidade da primeira metade de A Vida é Bela, em traços de burlesco mudo.
 
Está-se no ano de 1938, em Itália, e Guido, judeu, e com o intuito de montar uma livraria, vê o seu desejo vedado pela burocracia fascista. A solução que tem é então trabalhar como empregado de mesa num hotel, onde se cruza diariamente com uma professora que lhe vem tomar de assalto o coração... É ela a "principessa!", Dora (curiosidade: Nicoletta Braschi, a própria mulher de Benigni), que no dia do seu casamento com um fascista, pede a Guido para a raptar. Afinal, é a ele que tem amor, e é desse amor que nasce Joshua, o menino por quem o pai é capaz de sustentar a maior das ilusões, para o proteger dos horrores do Holocausto.
 
Esta história traz-nos uma mistura de emoções: proteção, amor, raiva, saudade e, ao mesmo tempo, alegria, numa época em que surge a guerra nazi e, sendo Guido judeu, a partida para um campo de concentração torna-se inevitável, e o seu único objetivo é não permitir que o filho perca a inocência perante o evidente cenário - é preciso mascarar a realidade diante dos seus olhos.
 
Então a guerra é tratada como um jogo, tudo conta como pontuação para que o filho de Guido, se mantenha escondido e livre dos horrores da guerra. A segunda parte do filme assinala assim a verdadeira demonstração de amor, que já não tem como base o romance mas a tragédia. Benigni é aqui o palhaço da tragédia, aliás a condição, em si, de um comediante num campo daqueles é um paradoxo, e Benigni realça-o ao homenagear Charlie Chaplin, com um número reconhecível de O Grande Ditador (1940).
Os motivos que levaram Roberto Benigni a realizar este filme não foram políticos ou históricos, embora ele e o coargumentista, Vincenzo Cerami, tenham tomado a precaução de contratar consultores do Centro de Documentação Judaica de Milão e feito visionamentos para grupos de judeus italianos, antes do lançamento. A sua vontade de contar uma história de amor e humanidade num contexto extremo, só precisou dessa confirmação, por assim dizer, científica, para se lançar na exibição internacional.
E o sucesso confirmou-se em Cannes, Varsóvia, Estados Unidos e mesmo Jerusalém, onde o filme mais tarde ganhou o prémio de "Melhor Experiência Judaica", no Festival de Jerusalém.
 
A grande inspiração humana por detrás de A Vida é Bela chama-se Rubino Romeo Salmonì (1920--2011). Foi a história deste judeu italiano apanhado pelos nazis em 1943, que chamou a atenção de Benigni, através do livro Ho sconfitto Hitler (em tradução literal, Derrotei Hitler), onde relata como sobreviveu a Auschwitz.
Antes de a passar para a escrita, Rubino partilhou com crianças e adolescentes a sua experiência, mas fê-lo da forma mais otimista possível, como o livro transparece, moldando-se a um tom de certa ironia. E terá sido o espírito forte, confiante - e não esquecido do riso - deste homem que sugeriu a possibilidade de se falar de amor na mais catastrófica das situações. Não é por acaso que o título do filme, aparentemente trivial, tem também uma origem muito contextualizada, tendo sido extraído da frase com que Leon Trotsky terminou o seu testamento, escrito no México:
"A vida é bela. Que as gerações futuras a libertem de todo o mal, da opressão e da violência, e a apreciem em toda a sua glória."
Pode haver maior otimismo?
 
Aproveita e vê as histórias que as outras meninas andam a contar.
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05
Fev18

Não é sorte, não é azar. Chama-se metabolismo.

Monica Nobre
Acho que já estamos sintonizados o suficiente para eu vos falar do meu interior... sim, vou falar-vos do meu metabolismo mega acelerado.
 
Desde miúda que sempre fui magrinha. Quando era mais pequena era ruim para comer mas sempre fui saudável. Até que alguém fazia algum comentário parvo e o meu avô levava-me ao médico. Nop, tudo normal. A miuda é saudável, não tem nenhum disturbio. É só magrinha. É dos genes.
Ao crescer, comecei a comer bem e até demais. Simplesmente tinha fome.
Quando vim para Lisboa, com cerca de 12 anos, entrei no desporto a sério. Fui atleta de competição e comia mais do que uma pessoa normal. Tinha sempre fome, estava sempre a comer desgalgada e cada vez que treinava perdia peso. Mandaram-me a um psicólogo para perceberem se eu escondia alguma coisa. Nop. Nada. Comia tudo e queria mais. 
 
Eu sempre fui assim, sempre tive o IMC baixo como se fosse quase desnutrida e quando havia algum stress perdia peso como um avião a cair a pique.
Ao crescer, todas as miúdas me diziam "que sorte" (ainda oiço isso!) mas eu nunca me senti bem. Porque o meu problema com os números baixos é o mesmo que o de outras pessoas com números altos. Porque não era normal, nem natural, nem me parecia com as outras miudas. Era miudinha e frágil e magrinha e leve como uma pena.
 
Na verdade, sempre fui saudável. Nunca me impus restrições, comia tudo e muito.
Quando entrei para a Força Aérea, vi-me a entrar com 50kg e a sair com menos 7kg no final da recruta. A carga fisica era imensa e o que comia (que dava para uma pessoa normal) não era suficiente. Cada vez que treinava, perdia peso.
 
E passei a não ter balança em casa. 

Há coisas que passamos a vida a matutar e precisamos de um porquê. Este é o meu. 
Fui a vários médicos que diziam "mas és saudável" mas isso não era suficiente. Não sabia lidar com o meu peso (que peso?!). 
 
Encontrei finalmente um que compreendeu a minha situação e frustação e fez-me um questionário extensivo e depois de comer coisas especificas e depois de algumas análises o veridito: Metabolismo Rápido!
 
E o que quer isto dizer?
Possivelmente é diferente de pessoa para pessoa. Para mim, funciona assim:
- Tenho sempre fome
- Faço a digestão em metade do tempo "normal".
- Preciso de comer mais das 2000 calorias recomendadas por dia.
- Se treinar, (como treino) tenho de exagerar na comida. Para não ficar com um nível muito baixo de gordura corporal e não começar a tirar aos musculos.
- Não consigo beber café se já tiver acelerada, fico com ataques de ansiedade (adoro café), então a opção é não beber de todo. Evito o café puro. Bebo misturado ou derivados como bolos e assim.
- Se comer e ficar com "aquela barrigada", como a minha digestão é rápida, dali a 1h tenho fome. Tenho mais refeições que nomes tem o Duque de Bragança. 
- Se beber álcool, ainda nem vou a meio do copo, já sinto o efeito. Também passa mais rápido.
- Fico muito quente de repente, ou muito gelada.
- Quando levo uma anestesia, ou não pega ou o efeito passa rápido. O mesmo acontece em sarar (saro rápido).
 
Na verdade, nunca cheguei a uma fase que percebesse "este é o método e resulta". Tem alturas, depende do stress, do tempo, de mim, da vida... É uma constante mudança.
 
Dito isto parece um pesadelo. Acho que a parte mais complicada, para mim, é querer concorrer a concursos públicos e ter restrições especificas como: "Se tiver 1,60 tem de ter no minimo 50kg"

50kg. Será por isto que odeio números??
 

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Na verdade, é uma luta porque a não ser que percebamos como o nosso corpo funciona, nunca chegamos a uma "solução". O peso varia e não sabemos porquê. Para adicionar a isto tudo tenho a tensão baixa e a pulsação sempre alta. 
 
Acho que a minha sorte foi sempre ter feito desporto. A minha mãe tem a mesma coisa e com esforços "aconteceu-lhe" um sopro no coração. A verdade é que o corpo está sempre acelerado e acontece tudo muito mais depressa, seja digestão ou ingestão.
 
Seja como for, não digo que tenho sorte em não engordar. Sei que quem ouve o meu problema acaba por me dizer sempre, tens sorte, quem me dera, mas o facto é que incomoda-me também e tenho de adaptar uma dieta que inclua o dobro do normal para ser "normal". 

Uma das coisas que me chateia é que não posso ser dadora. Não posso dar sangue nem medula osséa porque alguém decidiu que só com certo peso é que é saudável. E isso chateia-me à brava. Porque sou saudável e por ter o metabolismo acelerado forneço mais sangue. Bombeia mais e mais depressa. 
Mas aos olhos da medicina, não posso. Porque alguém inventou um índice de "saudável". Novidade? Esse índice deve servir a 50% da população, senão menos. Acho que é bom termos uma medida para nos guiarmos mas não fazer disso lei. Posso ter 50Kg e ser mais forte, mais rápida e mais saudável que alguém com mais 10kg que eu. E eu estar abaixo do tal IMC. 
 
Tudo isto para lembrar que números não significam nada, mas significam. 
Mas acho que não nos devemos comparar em números mas sim em que ponto queremos estar. Essa foi um dos pensamentos que sempre me impus. Nem sempre funciona mas houve uma altura em que se o meu objetivo seria ser saudável, praticar desporto e ter resultados visiveis, então ia a isso.
 
Agora é isso tudo na mesma mas com um número mais perto do "normal". Se conseguir, aviso-vos.
04
Fev18

Armário cápsula

Monica Nobre

Já aqui tinha falado de armário cápsula mas nunca vos tinha mostrado/contado, como se faz.

Ontem deu-me uma travadinha (este fim de semana foi cheio de travadinhas) e decidi minimizar o meu armário. E à medida que pus fora do armário tudo o que tinha, acabei por perceber o que realmente visto, o que não visto e comecei este meu desafio, que na verdade é mais fácil do que parece.

Vou dizer-vos como fiz o meu armário cápsula (na verdade, continua enorme), mas antes vou dizer-vos o porquê.

 

Não é apenas uma moda, uma trend, uma "pancada". É um estilo de vida. Estilo esse que ando a tentar adotar há algum tempo: ter menos e viver mais. 

Isto faz parte do "não ter coisas desnecessárias" e "não gastar dinheiro só porque sim". Vivemos na época do consumismo e apercebi-me que estava dentro disso quando vestia uma farda e continuava a comprar roupa que não usava - e que dei com algumas peças ainda com etiqueta.

Eu nunca tive um estilo (de moda) certo. Gostava e comprava e dei com coisas no meu armário ainda com etiqueta, porque comprei e afinal percebi que não se adequava ao que tinha, ou foi ficando ali parado até não gostar mais, nem me rever naquela peça. 

Uma coisa que percebi é que não são as coisas que nos fazem felizes. E comecei a destralhar a minha vida de todas as formas. Quando vi o conceito do armário cápsula, para mim fazia todo o sentido mas eu ainda não sabia que estilo de roupa gostava ou que cores usava mais ou até o que tinha. Depois de por essa ideia na cabeça durante algum tempo, de ver algumas pessoas a fazê-lo, aprender algumas dicas, decidi por as mãos à obra (ontem, portanto).


O meu objetivo é não comprar mais, ou se comprar, comprar com consciência e necessidade. Depois de toda a seleção fiquei com imensa roupa ainda e se comprar será porque aquela peça vai substituir outra. Já parei de comprar há algum tempo, as coisas que comprei recentemente foi porque precisavam de ser substituidas (como roupa interior e algumas camisolas), ou como no natal recebi roupa e fui trocar pelos cartões oferta, fiz alguma seleção para perceber o que posso comprar com esses cartões (a validade é de 3 anos, por isso tranquilo!).

Então... 

 

Selecionar o que usamos

A primeira coisa que fiz foi separar a roupa de verão e de inverno. Apesar de usar muita coisa de verão, no inverno, não uso a de inverno no verão (tirando casacos) mas acabei por separar a roupa de inverno por:
Camisolas grossas
Camisolas de malha
Vestidos de inverno
Casacos de inverno
Camisolas mais fininhas (incluí nas de inverno)

E as roupas de verão em:

Tshirts
Tops
Vestidos de alças

 

Eu prefiro ter camadas, a ter roupa mais pesada, por isso se vier neve não estou preparada (tenho um edredão!) então uso T-shirts até de inverno, mesmo que com 1 casaco mais fino e o casacão por cima.

Cada um faz o seu armário conforme essas próprias manias, não existem regras, a não ser usar tudo o que está no armário.

 

Separar por cores

Por cada estação, arrumei a roupa por cores. E fiquei surpreendida com o resultado. Achava que não usava vermelhos e afinal é uma das cores mais abundantes do meu armário. Pensava que era uma pessoa de verdes mas afinal, só de inverno. Acabei por perceber os estilos e o que realmente gosto. 

Depois de ter tudo separado por cores, decidi retirar de cada cor, o que não usava há mais de 1 ano ou que nunca usei mesmo. 

E acabei com essa palete de cores de inverno:

Armário-capsula-dailyecho-inverno

 

E esta de verão:

armário-capsula-dailyecho-verão 

 

Tudo o que sei que não uso há muito tempo, foi dado. E neste momento, percebi que algumas coisas costumam ficar porque foi a avó que deu/ o namorado/ a prima/ a tia... Mas se não usamos qual é o objetivo de manter aquilo ali?

 

Calças

Roupa que também já está a ficar gasta, também dei. Quanto às calças, apenas sairam umas que não me servem mais. Tenho calças coloridas (azuis escuras, verde seco e rosa) que dão com a maioria das cores que tenho e depois tenho as clássicas de ganga escura que também dão. Por isso, não houve seleção nas calças. Futuramente, irei tentar não ter tanta dispersão de cores e materiais mais diversificados.

 

Vestidos/saias

Juntamente com a roupa que não uso, retirei vestidos. Mas eu sempre fui meio maria-rapaz, por isso nunca comprei vestidos ou saias que não usasse mesmo. Os que ficaram são os que uso mesmo, e são de cores básicas como azul escuro ou preto. As saias ficaram as "boas", as mais usadas e que não uso, tiveram seleção também. 

 

Não sei o que calçar

Sempre tive este problema, "não sei o que calçar". Enquanto toda a população feminina luta com o "não tenho o que vestir no meu armário". Eu gosto de andar confortável e os sapatos que sempre gostei sempre me magoavam ou eram incomodos ou depois não gostava de ver a combinação roupa que vestia/calçado, então voltava sempre aos meus fiéis ténis. Devo ter 30.000 pares (ehh exagero!) de ténis, de variadas espécies. E posso dizer-vos que não uso todos. O próximo passo é fazer uma seleção do calçado também, agora que "já sei o que vestir".

 

 

Mas calma, isto não acaba aqui. nas minhas prateleiras, agora arrumadas por cores, há um espaço propositado para colocar as camisolas que vou vestindo. As que volto a arrumar, vão para esse espaço, para eu perceber se as que escolhi como "as que uso", se realmente as uso. E a partir daí tenho a certeza que vou rentabilizar mais o dinheiro e o espaço - Não queiram acreditar a quantidade de espaço que o meu armário tem agora.

 

Vão aderir? Tem mais dicas? Chutem ideias.

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