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Daily Echo

Breaking habits

28
Dez17

Eu caí da lua

Monica Nobre

Apercebi-me que caí da lua. Caí da lua e não consigo lá voltar. Fui descuidada e pouco responsável, não percebi os sinais de fumo e fui à descoberta porque o que queria era mais intenso do que a verdade. Fui e caí e nem apercebi que já tinha o que queria; mas aprendi da pior ou melhor maneira possível: caindo.

Olhei para a lua e pensei o que me faz escolher as pessoas. Escolher com quem me dou, com quem falo, quem fica e quem vai. Pensei e apercebi-me que gosto de pessoas orgulhosas. Orgulhosas delas próprias, do que fazem, que fazem as coisas porque lhes preenche apesar de todo o esforço. E pensei nas pessoas que deixei ir. Nas que não tinham orgulho ou não mostraram. Orgulho em mim, orgulho delas, orgulho da vida.

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 E nisto o tempo não volta atrás, não é possível subir de volta à lua e o melhor é contornar caminho. Posso não conseguir voltar para a lua mas posso estar mais perto dela. 

Os objetivos são como a lua: mesmo quando acontece algo que nos desvia para tão longe, não é preciso desistir. É preciso dar a volta e tentar o caminho mais longo, mas o que nos leva lá. Demore o tempo que demorar.

 

Não acho que precise/queira/acredite em resoluções de ano novo. Os objetivos não mudam com a virada do ano, não mudam depois da 12ª badalada, não mudam depois de comer 12 passas de rajada ou depois de aterrar no chão com o pé direito. 

Não deviamos esperar pelo natal para estar com a família, pelo exame para estudar ou pelo aniversário para dar um presente. 

 

Não vamos esperar. Vamos subir a um sitio alto?