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Daily Echo

Breaking habits

28
Dez17

Eu caí da lua

Monica Nobre

Apercebi-me que caí da lua. Caí da lua e não consigo lá voltar. Fui descuidada e pouco responsável, não percebi os sinais de fumo e fui à descoberta porque o que queria era mais intenso do que a verdade. Fui e caí e nem apercebi que já tinha o que queria; mas aprendi da pior ou melhor maneira possível: caindo.

Olhei para a lua e pensei o que me faz escolher as pessoas. Escolher com quem me dou, com quem falo, quem fica e quem vai. Pensei e apercebi-me que gosto de pessoas orgulhosas. Orgulhosas delas próprias, do que fazem, que fazem as coisas porque lhes preenche apesar de todo o esforço. E pensei nas pessoas que deixei ir. Nas que não tinham orgulho ou não mostraram. Orgulho em mim, orgulho delas, orgulho da vida.

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 E nisto o tempo não volta atrás, não é possível subir de volta à lua e o melhor é contornar caminho. Posso não conseguir voltar para a lua mas posso estar mais perto dela. 

Os objetivos são como a lua: mesmo quando acontece algo que nos desvia para tão longe, não é preciso desistir. É preciso dar a volta e tentar o caminho mais longo, mas o que nos leva lá. Demore o tempo que demorar.

 

Não acho que precise/queira/acredite em resoluções de ano novo. Os objetivos não mudam com a virada do ano, não mudam depois da 12ª badalada, não mudam depois de comer 12 passas de rajada ou depois de aterrar no chão com o pé direito. 

Não deviamos esperar pelo natal para estar com a família, pelo exame para estudar ou pelo aniversário para dar um presente. 

 

Não vamos esperar. Vamos subir a um sitio alto? 

19
Dez17

12 dicas de organização

Monica Nobre

Existem pessoas que tem a habilidade de organizar a própria vida de uma maneira tão... organizada, e tão controlada que faz inveja. Mas nós, comuns mortais, arrumamos alguma coisa, fica como queremos e... dura 3 dias! Depois torna-se a confusão que acabamos de arrumar. E andamos neste ciclo vicioso até o final das nossas vidas. 
Mas vou dar-vos 12 dicas de organização, incluindo o meu ponto de vista como funciona para mim, e como podem utilizar no geral.

 

15 minutos

Gerir o nosso tempo pela urgência acaba por ser uma opção viável. 15 minutos para arrumar/organizar o mais urgente é um bom começo. Podem adiantar emails, organizar a roupa, limpar o máximo da casa possível... 

Após o mais urgente estar atrás das costas (ou apenas o que estava a ser chato durante semanas) acaba por deixar dar prioridade a coisas menos urgentes mas igualmente necessárias.

 

Gestão de dinheiro

A gestão do dinheiro é, muitas vezes, um problema. A quem seja realmente preguiçoso e confuso na própria organização pode procurar um programa/app que ajude nessa organização. 
Eu sou meio preguiçosa e meio descontrolada. Como tenho uma conta poupança, faço conta a contas da casa e faculdade. Normalmente não mexo no dinheiro, ou compro outras coisas que precise após essas contas serem pagas e sairem da minha conta. Como tenho um cartão de refeição da empresa, pago as compras/almoços/jantares com esse dinheiro e na conta corrente fica apenas o dinheiro que já estimei para combustivel do mês. O restante passa para a conta poupança. Estico mesmo até ao final do mês, sem contar com esse dinheiro que foi para a poupança. 
Para mim funciona, porque há algum tempo que evito ter despesas extras. Faço análises anuais, 6 em 6meses dentista - pelo menos em coisas de saúde tento controlar o máximo que posso. Despesas pontuais como seguro do carro, estão sempre salvaguardados. Posso dizer que vivo no limite quanto a dinheiro, porque realmente sei que posso gastar em coisas desnecessárias e não preciso.

Listas

Listas, listas, listas: para fazer, para ler, para comprar, para guardar... tudo o que é necessário para ter tudo em ordem. Eu uso o evernote para salvar a minha vida. Organizo trabalho, escola e coisas pessoais por notebooks e mantenho tudo sincronizado entre aparelhos. Quem diz o evernote, diz outra ferramenta de organização que se adaptem.

 

Palavras passe

Posso dizer que todo o tempo junto, que já passei a tentar lembrar-me de palavras passe, devem ter sido uns 3 meses!
Há formas de mater de manter palavras passe num lugar seguro. Existem apps, podem guardar no browser, podem guardar num bloco de notas...

Quando vocês pensam: já criar é um problema! Sim, também... 1 letra grande, 1 pequena, 1 numero, 1 caractér especial, 1 dança da chuva e 1 sacrificío! Eu escolho frases, nomes de musicas ou misturas de coisas e guardo numa página do evernote. Sim, mas está bloqueado por palavra passe (que essa eu sei de cor)! Podem arranjar um estrategema qualquer para isso. 

 

Informações familiares

O bom do evernote (ainda não me cansei de fazer publicidade) é que partilho notas com outras pessoas. E a informação da familia vai lá - nº de telefones, moradas, (quando estão no hospital em que hospital, serviço e piso), listas de compras, coisas para arranjar em casa...

Aquela pergunta "falamos disto, o que era para fazer mesmo?", quase que acabou. Agora é "atualizaste?"

 

Backups

Temos tudo informatizado. Documentos, videos, fotografias... e quando nos esquecemos ou não temos tempo de  "passar para o disco" e acontece algo e puff...ficamos sem nada. 
Existem programas de backups. Agora cada email tem uma cloud associada. Não percam as coisas por falta de tempo. Usem os 15 minutos.

 

Guarda roupa

Chuva, ele está a trabalhar = arrumar sossegada. 
O guarda roupa faz parte dessa rotina sozinha. Não consigo que ele arrume roupa como deve ser. E pronto, não é uma habilidade do moço e não tenho paciência para fazer sempre. Então é uma tarefa para fazer quando "noone is around". Os 15 minutos podem servir para isso. Há alturas que se torna, realmente, uma urgência.

 

Rigor

Vamos ser rigorosos com o nosso local de trabalho em casa. Sim, mesmo que seja só para ver uns emails, toda a gente acaba por pôr a secretaria uma confusão com papéis e contas e coisas. Então vamos lá arrumar isso para podermos trabalhar/estudar/fazer contas mais sossegado. Um caixote para os papéis sempre por perto, pastas, copo para canetas... vamos dar prioridade à arrumação. 

 

Farmácia caseira

Quem aqui sabe que medicamentos tem em casa e que validade tem? Só mudamos/atualizamos quando precisamos mas não precisa de ser assim. A nossa "caixa farmácia" precisa de estar atualizada e temos de ter em conta que, se não precisarmos melhor, mas se precisarmos, está tudo em dia. 

Roupa

Todos os fins de semana faço no minimo uma máquina de roupa. Mas quando não chega preciso de por mais mas essa rotina não pode escapar, senão as coisas acumulam e não há solução.
Tenho vários "shortcuts" para cuidar/arrumar roupa.

Não passo a ferro, encontrei uma senhora que o faz por um preço que compensa e para além de me poupar tempo, ajudo a ela com o dinheiro.
Lençois arrumo dentro da respetiva fronha, com a outra lá dentro. Assim quando os tiro não vem tudo atrás tipo avalanche. 

Roupas de cama, toalhas, panos e esse tipo de roupa, quando não estão bons, dou a alguém. A minha vizinha faz mantas com "farrapos" que depois dá a associações então é um bom fim. Assim como loiça lascada ou quando quando não quero mais "aquela terrina, pratos ou copos". Há pessoas que apreciam e precisam mais das coisas. Nós conseguimos viver com o essencial.

 

Pastas, pastas, pastas

Voltamos aos computadores. 
Os ambiente de trabalho sobrecarregados deixam os pc lentos. E não há qualquer obrigatoriedade de fazer as coisas de uma vez. Mas divisão de tarefas também é uma boa maneira de organizar. 

Passar um dia inteiro a organizar seja o que for também cansa. Dividir o tempo por pequenas tarefas é melhor e mais rentável.

 

Viagens

Viagens é apenas um exemplo. Mas deixar a mala para fazer à ultima da hora nunca deu bom resultado. Assim como estudar (coff!), fazer o almoço do dia seguinte para o trabalho. Vão fazendo planos que consigam ajustar e cumprir, mesmo que não consigam fazer nesse dia.
Ao fim de semana faço comida para, no minimo, 3 dias. Entre meio, vou fazendo outro tipo de refeições para não comer sempre o mesmo...

 

Caso tenham também alguma sugestão para mim, agradeço :) 
Como funcionam vocês?

 

 

09
Dez17

Mágoas enterradas e regadas com vinho

Monica Nobre

Hoje podemos chorar algumas mágoas antigas que ainda estão presas na nossa garganta.

 

Não digo que tive uma vida dificil mas digo que tive uma vida diferente do resto das pessoas que conheço. Há tanta coisa que quero deitar para fora e nem sei por em palavras. Mágoas? 

Decidi andar para a frente. Deixei de chorar pelas mágoas dos outros e comecei a lutar pelos meus, porque quem está vivo e presente é que interessa.


Há um par de anos deixei de dar significado ao natal. Porque, para mim, natal era união de uma familia e alegria e não apenas uma festa em que temos de forçar um sorriso e conviver com uma indigestão porque a falsidade e uma perna de peru não se misturam. Para mim o natal deixou de ser, há alguns anos, natal.
Há algum tempo decidi que, apesar de ser criada como católica, não acreditava nem me identificava, então decidi que não queria nada com essa religião. Por alguns motivos, que para mim não faziam sentido, não festejo nenhum feriado católico nem de outra religião. 

Esses costumes já não eram muito "normais" quando estava com o meu avô, tanto que, só porque a minha avó me obrigou, batizei-me aos 9 anos.


Há dois anos, cá por casa, deixamos de festejar de todo, essas festividades. Fazemos o jantar com os avós dele como fazemos todas as semanas mas nada mais. E porque "cai~lhes mal" se não formos. "Porque é natal meninos, vá lá!". Percebo as pessoas que gostem do natal mas para mim, ao crescer, deixou de fazer sentido. Cá por casa, amamo-nos sempre e damos presentes quando nos apetece (ainda cumprimos aniversários).

O dia dos namorados não nos interessa mas comemoramos o dia em que oficialmente ficamos juntos com um passeio ou caminhada.
Comemos carne na Páscoa e não compramos amêndoas para ninguém.
Tentamos fugir de multidões em feriados que sabemos que as pessoas estão lá todas. 
No dia de todos os santos não vamos ao cemitério. Mas vamos jantar com os avós ainda vivos, todas as semanas.
No dia de natal começamos a tradição de irmos ao cinema. 
No dia de ano novo, escolhemos uma maratona de filmes, preparamos um jantar com vários petiscos, vestimos aquele fato-de-treino-que-parece-pijama e entramos noite fora com uma garrafa de vinho ao nosso lado. 
Uma vez por ano, arranjo bilhetes para um concerto e faço a minha tia, que está a 300km de mim, sair da terra e passamos um dia juntas.
Estas são as nossas tradições. Sem passas, sem cuecas azuis ou saltinhos das cadeiras. Não desejamos, tentamos fazer e fazemos logo, seja qual for o feriado que esteja a ser comemorado na altura.

Afastei as pessoas que me faziam chorar pelas mágoas delas. Há quem diga que sou fria. Eu digo que quero parar de sofrer. Eu digo que ninguém sabe o que foi, que estou cansada de falar disso, de pensar nisso. Mas penso e choro. Não guardo mágoa do que fizeram nem quero um pedido de desculpas mas gostava que tudo o que veio depois de me fazerem mal, tivesse sido correto. E não foi. 

Por isso, não acredito que existe um Deus, seja ele qual for. Não acredito quando alguém diz "não consigo mais". Posso dizer que tudo o que quis, consegui - fosse emprego, desporto, casa... onde eu queria estar eu estive. - Não acredito que as pessoas mudem. Acredito que as pessoas precisam de algo em que acreditar e quando precisam de mudar algo, que se adaptam, mas as pessoas não mudam. 

Gostava também de acreditar num mundo paralelo. Não que a minha vida tivesse sido diferente, porque não consigo imaginar-me a ter outra vida, mas que a vida de outros que gosto, tivesse sido melhor. 

Acredito que as pessoas conseguem fazer um esforço, mas precisam de uma razão, e isso entristece-me.

 

Mas esta é apenas mais uma mudança. Vamos enterrar o passado e esquecer as pessoas que nos fazem chorar pelas mágoas delas.

A quem festeja, um feliz natal. 
O meu desejo para vocês é que reflitam sobre quem realmente é importante na vossa vida e aproveitem essas pessoas. Usem e abusem da alegria. Os bens materiais ocupam espaço e criam pó.

 

09
Dez17

Chapter & Scenes #3 - Maktub

Monica Nobre

Maktub é uma palavra que é considerada um sinónimo de "destino", porque expressa alguma coisa que estava predestinada ou um acontecimento que já estava "escrito nas estrelas". Neste caso, apesar de possuirmos a liberdade de escolher caminhos, as coisas que acontecem já estavam destinadas a acontecer. Neste sentido, neste capítulo de Chapters & Scenes que é sobre "Short Stories" venho apresentar o Maktub, um livro escrito por Paulo Coelho

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Maktub conta várias histórias sempre com uma mensagem no fim, seja de provérbios populares ou de conselhos. Alguns são de encontro a frases religiosas mas, a maioria, é apenas de lições de vida.

Diz o mestre:
Hoje seria bom fazer algo fora do comum.
Podemos, por exemplo, danlar na rua enquanto vamos para o trabalho. Olha nos olhos de um desconhecido e falar de amor à primeira vista. Dar ao chefe uma ideia que pode parecer ridicula, mas em que acreditamos. Comprar o instrumento que sempre quisemos tocar e nunca nos atrevemos.
Os guerreiros da luz permitem-se tais dias.
Hoje podemos chorar algumas mágoas antigas que ainda estão presas na nossa garganta.
Telefonaremos a alguém a quem juráramos nunca mais falar (mas de quem adorariamos ouvir um recado no nosso atendedor de chamadas). Hoje pode ser considerado um dia fora do guião que escrevemos todas as manhãs. Hoje qualquer falha será admitida e perdoada.
Hoje é um dia para se ter alegria na vida.

 

Este é um exemplo de um ensinamento que podes encontrar no livro de Paulo Coelho. São pequeninas histórias assim que nos dão uma lição de vida e talvez pensar nas coisas de outra maneira. 

Não sou pessoa de acreditar em Deuses ou religiões mas há algo na coincidência que nos faz acreditar na magia. E estas pequenas histórias são sobre isso.

Não podia deixar de falar em destino sem falar de "touch" uma série em que tudo o que nos parece coincidência, já está predestinado. E no final existe um texto que combina perfeitamente com a essência do Maktub: 

The ratio is always the same. 1 to 1.618, over and over and over again. The patterns, mathematical in design, are hidden in plain sight. You just have to know where to look. 7,080,360,000 people and only a few of us can see the connections. 
Today we'll send over 300 billion e-mails. 19 billion text messages. Yet we'll still feel alone.
The average person will say 2,250 words to 7.4 other individuals. Will these words be used to hurt? Or to heal?
There's an ancient Chinese myth about the Red Thread of Fate. It says that the gods have tied a red thread around every one of our ankles and attached it to all of the people whose lives we are destined to touch. This thread may stretch or tangle.
But it will never break.

 

Acreditas em coincidências?

Aproveita e vê as histórias que as outras meninas andam a contar.
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22
Nov17

Resoluções e datas certas

Monica Nobre

Novembro. Já estamos em novembro. Estamos todos a perguntar para onde foi o ano? Ainda há pouco estávamos a fazer resoluções mas estes 12 já estão a terminar. Fizeste tudo o que planeaste? O que aconteceu com essas resoluções? Falhaste? Tentaste? Cumpriste? Vou-te contar uma coisa: 92% falham nas resoluções que fazem. Porquê? Isso interessa? Não interessa antes saber o porquê de querermos mudar e porque não mudamos? Estabelecemos um objetivo, começamos (ou não), dava trabalho e desistimos. Porque há sempre o próximo mês, o próximo verão, o próximo ano. Já tive esta conversa (mais ou menos) com algumas pessoas, que veio de uma talk que vi no WebSummit. O orador começou por perguntar se lavavamos os dentes. Todos disseram que sim. Perguntou se faziamos um check up anual dentário e mais de 50% confirmou.

Então perguntou quem fazia um checkup anual ao corpo, fossem análises, raio x... entre eu, estavam apenas mais umas 10 mãos!! 10! Porquê? O corpo não é mais importante que os dentes?

 

Medo de fracasso?

Quando alguém gosta de desafios, vai ativamente procurá-los e não importa qual é o desafio, na minha opinião, o medo de fracasso é apenas desconforto. Porque sair da nossa zona de conforto é um desafio que, por algumas pessoas, é encarado como sendo algo que as diminui. Eu acho que não existe nada que nos possa diminuir. Mas e daí eu não gosto de falar para muita gente. Na verdade, não é parte de falar que me incomoda, é a parte de ser o centro das atenções, dos olhares, da pressão... Não há exatamente uma explicação mas considerando outras coisas: fui atleta de competição e quando ia às provas tinha, na mesma, "all eyes on me"... e isso não me incomodava. Na verdade, reconfortava-me saber que havia alguém a reconhecer os meus feitios que eu tanto tinha treinado. E quando vou fazer uma apresentação penso nisso mesmo: eu sei isto, eu fiz/preparei/estudei isto, se me vierem perguntar eu sei explicar, então eles estão a ouvir-me porque acham que tenho algo importante para dizer, para aprenderem...

Nestes ultimos anos o meu pensamento, o meu "mindset" mudou. Eu mudei-o. Não porque achava que estava errada no que fazia ou dizia, mas porque dava demasiada importância a coisas que não mereciam e porque dava pouca às que deviam interessar-me. Porque achava que haviam coisas que me estavam a escapar e que as queria... Quem me conhecia, vê que mudei. Quem me conheceu agora sabe que só ligo ao que me interessa.

 

 

É preciso mudanças para existir mudanças

Dizemos que todos os dias é uma oportunidade mas não vivemos como tal. Primeiro a segurança, depois o conforto e depois arriscar. Porquê? 

Quando perguntam "se pudesses saber o dia em que vais morrer, saberias?" muitos dizem não querer saber... que preferem viver sem saber, até aquele dia. Mas se soubessem... viveriam mais intensamente? Sabendo que vais morrer, deixavas as "seguranças" e vivas confortável na tua aventura e risco? 
Deixa-me dar-te uma novidade: vais morrer. Em dada altura vamos todos. E se é apenas um número que vai fazer tu viveres e estares onde queres estar, então estás a desperdiçar a tua vida.

 

 

Corpo e mente

É necessário e mandatório cuidarmos de nós. Não sei se pensas nisso ou não, mas todos os dias a nossa vida está em risco. Um acidente pode acontecer em qualquer lado. Até o nosso corpo nos pode falhar mas devemos cuidar dele e pô-lo como prioridade. Então porque não é? Preguiça? Falta de tempo? Desorganização?

Levanta-te e pensa em ti. Faz por ti. Arranja tempo. 10 minutos. 5 minutos. Organiza-te. Escreve, aponta, age. Agora falando a sério, levanta o cu e mexe-te! Trata do teu corpo, da tua mente. Arrisca menos. O que está fora do nosso controlo, é uma coisa mas vivemos com o nosso corpo. Cuida dele. 

 

2018 está ai a bater. Já tens resoluções para o próximo ano? E que tal planear já para agir já? É preciso ser dia 1 para mudar? Ser meia noite? 

Na minha terra existe uma festa no dia 29 de agosto. Festejamos a noite toda, comemos e bebemos e à meia noite vamos à água. Antigamente o dia 29 de agosto era o nosso ano novo. Era o dia que lavavamos o que queriamos deixar para trás e saimos limpos, com outro pensamento e outra motivação.

 

Quando vai ser o teu banho? Já foi? Conta-me tudo! 

 

 

11
Nov17

Chapters & Scenes #2 - Fullmetal Alchimist

Monica Nobre

Há quem diga que banda desenhada/ anime/ manga seja para crianças mas eu não acho. Uma das culturas que mais me atrai é a japonesa e juntando isso ao novo desafio do projeto Chapters & Scenes para este mês, que é escrever sobre banda desenhada dá-me a oportunidade de vos dar a conhecer esta história fantástica.

 

Fullmetal achimist  - baseia-se na história de Edward e Alphonse Elric que são dois irmãos viviam na aldeia com sua mãe Trisha Elric. O pai deles, Van Hohenheim, um alquimista de renome, saiu de casa por razões desconhecidas, e anos mais tarde, a mãe deles, Trisha Elric morreu de uma doença incurável, deixando, portanto, os dois irmãos sozinhos. Após a morte da mãe, Edward decide ressuscitá-la através da alquimia, uma ciência avançada em que os objetos podem ser criados a partir de matérias-primas. Eles pesquisaram sobre Transmutação Humana, uma técnica proibida em que se tenta criar ou modificar um ser humano. Essa tentativa, fracassou e consequentemente Edward perdeu a perna esquerda e Alphonse o corpo inteiro. Mas numa tentativa desesperada de salvar o irmão, Edward sacrifica o seu braço direito para unir a alma de Alphonse a uma armadura.

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Para além deste desastre de tentar recuperar a familia e voltar a uni-la, a história conta toda a aventura dos dois irmãos que se tornam alquimistas à procura da lendária pedra filosofal, um objeto poderoso que lhes permite restaurar seus corpos.

Algum tempo mais tarde, um alquimista chamado Roy Mustang visita os irmãos Elric e propõe que Edward se torne um membro do Estado Militar de Amestris em troca de mais materiais de pesquisa para que eles possam encontrar uma maneira de recuperar os seus corpos. Após isso, a perna esquerda e o braço direito de Edward são substituídos por um tipo avançado de prótese chamada de automail, construídas por sua amiga Winry Rockbell e sua avó Pinako.

Edward, acaba por se tornar um Alquimista pelo Estado Militar de Amestris, e passa a ter acesso aos vastos recursos disponíveis àqueles que exercem o cargo. Ao longo da jornada, eles encontram aliados e inimigos, incluindo aqueles que estão dispostos a fazer qualquer coisa para obter a Pedra Filosofal: Scar, um dos poucos sobreviventes de Ishbal, que busca vingança contra os Alquimistas pela destruição de sua raça; e os homúnculos, um grupo de criaturas parecidas com humanos que carregam pedaços da Pedra Filosofal dentro deles e que por isso tem a capacidade de sobreviver a quase qualquer dano.

À medida que a história progride, Edward e Alphonse descobrem que foram os homúnculos, que criaram e, secretamente, controlaram o Estado Militar de Amestris. 

 

Deixo o resto da história em suspense para que tenham a curiosidade para descobirem o resto. 

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Este capitulo de Chapters & Scenes foi um desafio, não pelo que escrever mas pelo tempo.

Queria dar-vos a conhecer mais animes e, talvez no futuro, me dê motivação para vos dar histórias como estas.

 

E vocês? Leem/veem anime? Banda desenhada? Manga? Contem-me tudo :)

 

Vejam o que as outras meninas andaram a fazer neste capitulo:

Deixa ser | A outra Mafalda | Andreia Moita | Infinito mais um | Limited Edition | Meek Sheep | Às cavalitas do vento | Uma chávena de charme | Joan of July | It's ok 

 

24
Out17

Inspiração

Monica Nobre

Já se viram a mudar completamente de vida, não interessa o porquê, e sentirem falta do que ficou para trás?

Já olharam tão para trás e viram que se tivessem ficado onde estavam, não tinham conseguido estar aqui agora?

Já sentiram necessidade de renovar a vossa vida, começar de novo, para terem "aquele feeling" novamente?

Sabem o que vos faz feliz?

 

Decidi dar-vos um pouco de inspiração.Todas as mudanças são inspiradas em necessidades e, normalmente, em mudar do negativo para o positivo. O que é bom. Mas e se estiver tudo no positivo e decidimos mudar? Tudo bem. Não precisam de seguir ditados e só mudarem se algo estiver mal. Porque quando já está mal é sinal que já passou do limite. Naturalmente, aí a mudança vai saber-nos a mais que uma vitória, mas e se renovarmos o que está ainda bom? 

Gostava de vos dar alguns conselhos, que funcionam para mim.

 

Me, myself and I

Eu conheço-me. Como ninguém. E eu penso que se alguém me conhecer melhor que eu própria, significa que algo está mal. Aprendi a superar alguns complexos e a gostar de mim. Gosto de estar sozinha com os meus pensamentos e isso não me assusta. 

Eu não acredito que as pessoas mudem mas sim que nos descobrimos e nos adaptamos. E ao longo destes anos, aprendi que vou viver muito tempo comigo e aprendi a gostar de mim, a superar os medos, a organizar-me mentalmente para que ande bem e viva bem. Acho que isso é o mais importante. Se começamos a desleixar-nos conosco, o resto do nosso mundo, segue.

 

Gostava de estar noutro sitio

Dei por mim no outro dia a pensar que não quero estar aqui. Que posso bem estar a meio da minha vida e que quero fazer tanta coisa. Mas também olho para trás e já fiz a maioria das coisas que estavam na minha lista e isso deixa-me mais calma. Então decidi fazer um plano de 2 anos. Passa num instante, por isso é planear e atuar. Alguns pontos são:
- Onde e como quero estar daqui a 2 anos.
- Que etapas são necessárias para que isso aconteça e o que posso fazer para realmente acontecer.
- Como vou fazer.
- Planear imprevistos previstos.
- Ajustar caso algum imprevisto mais grave aconteça.
- Fazer. Não sair do caminho.

Acho que já é um compromisso enorme (2 anos) e temos de estar preparados para isso. Já tenho tudo mentalmente pensado mas vou apontar tudo e no próximo post, digo-vos tudinho.

 

O que tenho hoje não quero amanhã

Sempre fui ruim na minha gestão de tempo. Na minha organização. Sou preguiçosa! Vamos falar a sério: Sou buéééé preguiçosa. E sei e tenho consciência disso e às vezes cedo. Cedo demasiado! Mas isso tem de mudar. Porque tenho coisas para fazer e o tempo passa. Nisto tudo descobrimos que a culpa é sempre do tempo. 

Sei que tenho coisas a melhorar e sei como melhorar mas tenho preguiça. Então vou entrar na linha, fazer uma lista e manter-me. Se me virem a desviar, tem a minha autorização para me ralharem. Aqui vai:
- Ajustar a minha alimentação (já a mudei, só preciso de alguns ajustes. Como organizar nos almoços para levar e snacks melhores em vez de bolachas).
- Continuar a treinar. Seja às 6h ou às 22h. (nota: deixar de ser engraçada. Às 6h, LOL).
- Fazer um timeline para os trabalhos da faculdade, estou a perder-me nos dias e a ficar no deadline (como sempre).
- Ajustar prioridades. (Neste momento, tese. Depois, logo se dorme.)

 

Conforme o plano de 2 anos podemos ajustar as prioridades por tempo também. "Daqui a 6 meses uma viagem. Plano para agora: dormir às 19h para não gastar luz e também é menos 1 refeição e assim já dá para ir de viagem", por exemplo. (vão também reparar que os meus exemplos são parvos e exagerados, mas é para perceberem a coisa).

 

Ver inspiração nas pequenas coisas

Por mais que haja planos, a vida é deixar-nos ir. Eu estava a brincar quando ao dormir depois. Mas a verdade é que ando super atarefada com a faculdade. Mas aproveito os dias que tenho aulas para depois tirar 1hora e lanchar com as miudas, e aproveito sempre 1hora depois de jantar para ler ou ver um episódio de há 3 temporadas atrás. 

Apesar de querer que seja eu a controlar a minha vida, há coisas que realmente temos de deixar e dizer "hoje vou fazer isto!", porque me apetece. Não há razão para deixar de fazer as coisas que mais se gosta. Nenhuma. E eu ralho quanto ao tempo mas fazemos do tempo o que quisermos. Já temos a noção dele. Lá está...preguiça.

 

Inspiração também vem de amores

Há alturas em que lavamos a vista e pensamos "se não fosse eu casada e mãe de filhos". Sim, acontece a toda a gente. E faz-nos bem ao ego, à saúde, sorrimos feitas parvas e coiso e no final, ou fazemos alguma coisa ou deixamos a coisa e voltamos ao mundo.

Na minha opinião, as coisas não precisam de ser de extremos. Aproveitem as pessoas que vos fazem sentir bem, a companhia, os conselhos, as risadas... Pessoas vão e vem. E se se conhecem muito bem, sabem onde é o limite. Não quer dizer que vá descontroladamente acontecer alguma coisa.

 

Eu queria dar mais do que os conselhos que eu sigo. E, no mesmo seguimento, isto veio de um comentário de uma amiga que me disse que me dava tão bem com os rapazes que era estranho.

Pois bem, primeiro não tenho que me desculpar. Gosto de entrar nas brincadeiras deles, porque sou tão criança quanto eles (nas vezes que tenho paciência). Em segundo, sempre trabalhei mais com homens do que com mulheres. No meu trabalho anterior éramos 20 em que apenas eu e outra, éramos raparigas. O que acontece é que nós as miudas, tornamo-nos amiguissimas e eles são a nossa trupe. Tal como está a acontecer neste meu "novo" trabalho. E terceiro, o meu homem sabe o que tem nas mãos. Coitado, brincava comigo mas custou-lhe agarrar-me e levar-me debaixo do braço (ele faz esta piada). Ele é o meu mais que tudo mas há alturas em que aparecem pessoas que também me arrancam sorrisos quando não me apetece. E isso é completamente normal. 

Se também tem alguém assim, aproveitem. Torna-se uma amizade espetacular, porque acima de tudo, apreciam a companhia dessa pessoa. Por isso, sim... amores de vários tipos ajudam a ter inspiração e a motivar-nos.

 

Hobbies, coisas que gostamos de fazer e coisas que nos inspiram

Tenham hobbies! "Mas oh filha, tenho lá tempo pra isso!". Têm! Tem de ter. Tem de ter algo que façam e que não se fartem e que seja o vosso escape para o mundo. Porque a rotina torna o cérebro monótono e preguiçoso e precisamos de outras coisas para nos inspirar. 

Eu gosto de desenhar, de ler, de fotografia e de decoração. Gosto de fazer coisas tipo bricolage, DIY e coisas assim. A minha maneira de relaxar é editar fotografias ou ver coisas de decoração para encher os meus boards do pinterest. Tenho uns patins que ando de ano a ano... mas ando! 

Façam coisas diferentes mas dentro da vossa "normalidade". Não têm nem querem dispender tempo e dinheiro numa coisa diferente? Substituam algo que já façam por algo diferente, às vezes nem precisa de ser caro. Quando o tempo está bom, deixo o carro em casa e vou de comboio. Assim posso ler ou ouvir música e observar (o tipo mirone do transporte publico). 

Agarrem na vossa metade da laranja, limão ou naquela amiga que só se falam por whatsapp e vão dormir fora. Uma noite! Ponham a conversa em dia e jantam e saem da "normalidade". 

Existem muitas maneiras de fazer diferente nas nossas vidas. Aproveitem tudo e todos e encontrem o que vos faz feliz. 

 

(p.s. - isso também inclui desligar o telemóvel durante as refeições ou abolir televisão do quarto.) 

Sejam criativos e contem-me tudo!

 

 

18
Out17

Fogos, vidas e pipocas

Monica Nobre

É provável que o meu pensamento não vá de encontro a outras opiniões. Mas isso é que distingue as pessoas. 

Na sequência destes eventos catastróficos, não posso deixar de estar revoltada... com o estado: que tem o poder de controlar e prevenir de forma mais eficaz (pode não haver um método 100% eficaz mas sem uma experiência de tentativas nunca saberemos). Prevenção. Falam-nos sempre de prevenção e não existe.

Com o MDN e o MAI que nos fazem contratos de 6 anos (aos militares) formam-nos, incluindo para situações como estas que temos vivido e depois descartam-nos como fósforos queimados (desculpem o meu humor!). E nós, militares na disponibilidade, que temos capacidades, formação e estamos qualificados para tal, termos de ficar no sofá a ver as pessoas a morrer e o país a arder. 

Estou revoltada com as pessoas que elas próprias não fazem prevenção (existe culpa no comodismo e no pensamento português "isto nunca me vai acontecer"), não exigem formação, e em vez de manifestações poderíam fazer ensinamentos de SBV (suporte básico de vida), combate a incêndios, como agir em caso de acidente (qualquer tipo de acidente), mas não o fazem. 

Sendo militar nesta situação, só sinto vergonha. Vergonha de sermos descartados das nossas missões e das nossas qualificações. Eu fui por amor à camisola e trataram a minha camisola como um emprego que não há renovação de contrato. 

O militar é uma coisa que existe em mim. Faz parte de mim. E não deixarem exercer deixa-me tão revoltada como uma criança presa a uma cadeira a quem não deixam brincar. Ou pior. Não consigo descrever.

Neste momento, estou apenas a louvar os hospitais por acolherem os feridos, as pessoas que se ajudaram mutuamente e as iniciativas de plantar árvores. Espero que depois desta batalha as pessoas percebam que estamos todos a trabalhar para o mesmo: viver.

Deixo aqui o relatório de análise e apuramento dos factos relativos aos incêndios que ocorreram em Pedrogão Grande e outras áreas, entre 17 e 24 de junho. Sei que é imenso mas se lerem o sumário executivo já compreendem o que se trata. Concordo a 100% com isto.

15
Out17

Eu acredito

Monica Nobre

Vou dar uma de Martin Luther King. Be aware.

 

I have a dream.

 

Eu acredito que conseguimos mudar o mundo. Mudar para que seja mais sustentável, mais limpo, mais justo e que as pessoas se juntem umas pelas outras sem racismos ou julgamentos. Acredito que conseguimos mudar, mas também acredito que as pessoas não queiram mudar. 

Já conheci histórias de pessoas que estavam em situações que bastava um passo em frente e a coragem de dizer "basta!" e nada fizeram. Sabiam que a vida estava má, que não era aquilo que queriam mas não mudaram. Porquê? Medo da mudança? Medo de represálias? Medo do desconhecido? Não sei bem.

Eu nem sempre fui corajosa. Quando era mais pequena tinha medo da dor. Tinha medo de dizer coisas que não fosse o que as pessoas queriam ouvir. Tinha medo que me agredissem. Tinha medo do escuro quando estava sozinha. O que mudou?

 

Na verdade não sei bem. Mas sei que superei o medo da dor, durante a recruta. Descobri que se respirar fundo e me concentrar na dor que ela não é tão intensa. Descobri que o meu corpo aguenta mais do que algum limite que já o levei. Descobri que posso mudar drasticamente a minha vida e não ir para pior. Descobri que gosto de conclusões e de provas fundamentadas, não acredito só porque toda a gente acredita, não sigo porque é moda.

 

Não acredito em metade das pessoas mas ainda acredito nelas. Confuso?

 

Acho que chegamos a um certo ponto da vida e ativamos o nosso "achómetro". 

"Acho que devia ter feito isto." 

"Acho que devia ter dito algo."

"Acho que devia ter ido (ou ficado)."

Mas nem sempre tomamos as decisões baseadas em algo palpável ou tangível. Mas devemos conhecermo-nos melhor que ninguém e saber quais são os nossos limites, medos, receios e saber que podemos ultrapassar isso e encontrar maneiras para o fazer.

 

Sei que o psicológico tem um poder enorme sobre nós e muitas vezes influenciado pelo social. Mas quem muda isso ou simplesmente não se deixa levar, o que faz essa mudança?

Sei que é um assunto sensivel, cada um é como é, mas por vezes não consigo entender certas reações.

 

Vida saudável alimentar

Toda a gente tem a noção das suas escolhas alimentares. Nem que seja a olhar para análises clinicas ou simplesmente a olhar para o prato do lado. A mudança é complicada e se for extrema, pode até causar problemas. Mas se não estivermos bem, porque não mudar?

O que faz as pessoas dizer "eu devia comer mais verduras" ou "eu sei que devia beber mais água" e não ajustam para mudar? Pelo meu entendimento (que pode estar certo ou errado) é a comodidade. "Sempre comprei isto e fiz estas comidas e nem sei onde nem como posso comprar outro tipo de comida nem como fazê-la." ou "Nem estou para me chatear, para a semana vejo isso."

 

 

Vida saudável psicológica

Tenho pessoas chegadas que sofrem de algo que não chega a ser depressão (ou talvez chega a ser algum tipo)  mas também não é comodidade. Elas ficam tristes e levam uma vida super sedentária e isolada e se alguém intervém dizem apenas "tens razão, devia começar a fazer isso". O que ainda não percebi é quão fundo uma pessoa tem de ir para perceber que a vida que levam tem de mudar para elas próprias se sentirem bem. 

Qual é o limite para entenderem? Um internamento? Um susto? Um puxão de alguém que não quer ouvir "não" e obriga a pessoa a fazer coisas diferentes até perceber que tinham razão? Ou simplesmente não se importam com o estilo depressivo que vivem, é a maneira delas?

 

Vida saudável social

Dou por mim a dizer ao patrão (o meu namorado) que não quero ver tv ou estar na internet e quero sair, andar de patins ou fazer uma caminhada num trilho ou almoçar na praia. E não quero registar isso. Quero aproveitar, desligar o wifi, silenciar o smartphone, por vezes até desligá-lo por completo e aproveitar. Respirar fundo, conversar, rir e olhar as pessoas que estejam em volta. 

E olho as pessoas e vejo selfies, publicações, smartphones, boomerangs...e nada de socializarem naturalmente, sem messenger nem chats.

Eu nasci numa época que não havia computadores. Os trabalhos faziam-se à mão, escritos ou para avisar que ia brincar com a amiga tinha de ir a casa. Tive o meu primeiro telemóvel aos 14. E porque a minha madrasta insistia que tinha de estar comunicável. Lembro-me de nunca usar aquilo. Quando nessa altura toda a gente começava a ter computador, eu fazia trabalhos na biblioteca porque era caro comprar um e não achava que servisse para muito. Nunca tive um pc de secretária, com aquele monitor gigante e torre debaixo da secretária. Comprei o meu primeiro portátil, tinha 19 anos, com o meu dinheiro. Hoje sou mais digital que tradicional, maioritariamente porque trabalho nisso mas dei por mim a reduzir o numero de redes sociais que tenho no smartphone.

Estamos a perder o verdadeiro valor da comunicação.

Então Mónica, tens smartphone? Andas ai a pregar aos peixes para nada. Ainda por cima estás aqui a escrever na internet (dizem vocês) Pois é... posso dizer que faço a maior parte das coisas online. Tenho redes sociais como toda a gente. Mas tenho redes que só uso no trabalho, onde consulto as minhas coisas e as dos projetos que estou. E tenho a completa noção que se ficasse sem smartphone 1 dia que ia sentir falta. Mas estou a tentar ser menos dependente quanto a coisas banais como isso.

 

Decidi escrever este post com base no propósito em que este blog foi construido: breaking habits. Mudar hábitos, reconhecer e mudar o que não está bem. 

Estou a passar pela minha própria mudança. Seja em que campo for. Tenho completa noção de quem sou e do que sou capaz. Tenho noção de quando exagero e preciso de pedir desculpa, de quando um assunto não me interessa e mostro o meu descontentamento, porque acho que devemo-nos conhecer bem e ser sinceros. Acredito num mundo em que todas as pessoas se aceitam como são e aceitam os outros. Acredito num dia em que não nos apetece ouvir ninguém e dizemos isso sem ter "medo" de magoar a pessoa. Que dizemos o que nos vai na alma e mesmo que não concordem, haja uma conversa civica e honesta sobre isso. Quando alguém age mal que tenham a coragem de dizer "não gostei do que fizeste porque..." e que haja compreensão dos dois lados.

Estou à espera de um mundo em que duas amigas tem este diálogo:

- Estou com outra pessoa.

- Ok.

- Não me vais dar na cabeça porque ainda agora sai de uma relação, e em 2 meses, já moro com outro?

- Estás feliz?

- Sim.

- Ok. É o que interessa. Aproveita isso.

- E se não funcionar desta vez também?

- Enquanto estiveres bem, funciona. Quando não funcionar, diz e vamos comer um gelado.

 

Imagino um mundo assim. 

 

(Já tive esta conversa. Sim, eu sou a pessoa que se está a barimbar para a vida dos outros.)

 

 

14
Out17

tic tac

Monica Nobre

De certeza que já deste por ti a pensar "queria ter feito tanta coisa hoje e nem metade consegui" ou "o dia passa tão rápido que não tive tempo para nada".

Gabamos sempre a agilidade que outros tem de fazer as coisas e nem reparamos que podemos otimizar o nosso tempo. Organização é a chave para qualquer boa gestão do tempo. Não só nos obriga a ter limites como nos é imposto que façamos as coisas no timing certo.

Nem sempre é fácil bem sei. Há dias preguiçosos, há dias sem paciência e há aqueles dias que somos folhas atiradas ao ar e a dizer "f*ck this shit". Mas existem pequenos aspetos que nos permitem viver melhor, organizar-nos melhor e mesmo que não seja sempre, sabemos que é sempre possivel. Deixo-vos aqui alguns truques:

Deitar cedo e cedo erquer

Está bem, está - dizem vocês. Pois eu adaptei a minha vida para me deitar cedo. Nem sempre é possivel, é certo mas sei o que tenho de fazer quando é necessário. Não consigo funcionar bem se não dormir certas horas, sinto-me cansada e que o dia nunca mais passa. A história do "no fim de semana" descanso para mim não funciona. Basta deitar 15 a 20 minutos todos os dias e parece que já dormimos imenso.

Organizar a casa

"Oh sim, tenho mesmo tempo para limpar a casa todo o santo fim de semana". Pois, nem eu. Mas ver as coisas semi feitas já é meio caminho andado para andarmos mais aliviadas e parece que temos mais tempo disponível para outras coisas. Lavar a loiça logo a seguir às refeições, deixar a casa de banho limpa depois de usar, dobrar a roupa depois de a usar, mesmo que não se arrume logo, mas evitar aquelas pilhas enormes até ao fim de semana, são pequenas coisas que fazem a diferença quando chega a altura das limpezas.

Planear

Escreve. Aponta. Rabisca. Sei lá, usa o método que funcionará contigo mas deixa em algum lugar apontado o que tens para fazer. Eu usava o evernote para tudo. Entretanto percebi que havia coisas que me esquecia de lá ir, ou não sabia qual o notebook, ou qual a tag. Então decidi organizá-lo para a faculdade, apontei que tags faziam sentigo, que notebooks precisava e tenho tudo organizado. Nos anos, a minha madrasta ofereceu-me uma agenda em papel. Olhei e pensei "yah!". Mas tenho a dizer-vos que o que tenho para fazer numa base diária escrevo lá e funciona. E estou, surpreendentemente, mega organizada.

Dividir o dia

Sei que muitas pessoas não tem a sorte de ter flexibilidade ou isenção de horários. Eu tenho flexibilidade de entrada e saída porque trabalho com projetos, então conforme o que seja preciso fazer posso estar mais ou menos tempo alocada a uma projeto. Como não sou obrigada a chegar às 9h e a sair às 17h (é sempre mais), faço o meu dia. Se tiver reuniões faço a gestão em torno disso, ou das aulas, ou de algum compromisso mais importante. Tirando isso, tento sempre ir mais cedo para evitar o trânsito, tratar de tudo e sair mais cedo quando tiver tudo despachado. Para quem não tem essa vantagem ou sente que precisa de horas e obrigações para ser produtivo, também pode ajustar isso.

Relax

Não esperes pelas férias para descansar. se possível, uma vez por semana, saí mais cedo. de 2 em 2 semanas vai jantar fora a algum lado ou se tiveres varanda aproveita isso. Prepara no dia anterior o jantar do dia seguinte, demora menos tempo e tira um tempo para por aquela série em dia, ler um livro ou tomar um banho mais longo.

Espero que tentem organizar tudo para que nada vos escape e tenham a mente mais calma. O stress é um dos principais fatores de algumas doenças.

 

Vou dar-vos aqui o meu exemplo do meu dia mais atarefado, neste momento, a quinta-feira:

Na quarta feira tento deitar-me mais cedo. Mas nada é certo. Mas tento. Levanto-me às 7h15 e como tenho sempre o almoço para levar preparado no dia anterior, espero sempre sair por volta das 7h50 que acontece na maioria das vezes. Vou para Lisboa mas pela autoestrada. Pago portagem mas chego ao escritório em meia hora o que rentabiliza imenso o meu tempo, sem que pense que não valia a pena levantar-me muito cedo. Como tenho aulas às 19h, levo sempre algo mais para comer, para além do almoço. Odeio andar carregada com 300 000 coisas mas como vou de carro, aproveito isso e levo roupa mais quente e ténis para mudar antes de ir para as aulas.

O meu escritório fica a 20min da minha faculdade, já a contar com tempo de arranjar estacionamento, por isso, posso adiantar sempre mais trabalho, quase até à ultima. Saiu às 22h40 das aulas e sigo para casa, tipo zombie mas, como já fiz horas a mais no dia anterior, na sexta feira, só me levanto às 8h.

 

Vocês são organizados? Tem algum método que seja infalivel na vossa gestão de tempo?? Contem-me coisas :)